Em evento, que incluiu o II Fórum Mineiro de Autogestão, Autodefesa e Família, secretária Ana Lúcia Gazzola destacou a importância da parceria entre Apaes e a Secretaria

Neste fim de semana, foram realizado em Belo Horizonte o XII Congresso da Rede Mineira das Associações de Pais e Amigos dos Excepcionais (Apaes) e o II Fórum Mineiro de Autogestão, Autodefesa e Família. Como parceira da Apae, a Secretaria de Estado de Educação teve participações nos evento, com palestra e participação em mesa redonda.

Com o tema ‘A política de educação do Estado de Minas Gerais voltada para o desenvolvimento humano da pessoa com deficiência intelectual’, a secretária destacou a importância do trabalho da Secretaria com a Associação de Pais e Amigos dos Excepcionais. “Nós colocamos R$ 97 milhões por ano nas Apaes em pessoal, especialistas que são cedidos para trabalhar nesse grande campo. Trabalhamos juntos para criar a Educação de Jovens e Adultos nas Apaes, para criar percursos educacionais e monitoramento educacional pela Secretaria. Eu tenho certeza de que essa parceria é extremamente importante para garantir uma política pública adequada de atenção às pessoas que precisam desse trabalho”, afirma.

Aproximadamente 1.700 pessoas assistiram à palestra da Secretária na manhã de sábado. Foto: Lígia Souza ACS/SEE

Presidente da Federação das Apaes do Estado de Minas Gerais, o deputado federal Eduardo Barbosa, destacou a disponibilidade da Educação de Jovens e Adultos (EJA) para os alunos das Apaes. “Tivemos a felicidade muito grande de poder formular essa trajetória escolar, que não tínhamos definido no sistema de escola especial. As escolas especiais, até então, não tinham o rigor de garantir aquele percurso. E isso era inconstitucional, porque a educação básica é um direito de todos. E todos, sem exceção, precisariam ter a garantia da conclusão do ensino fundamental.”

Na palestra, a secretária ressaltou que essa parceria vai além, e que, trabalhando junto com as Apaes, a educação básica comum também tem muito a ganhar. “A educação comum tem de estar em parceria com a educação especial para que uma enriqueça a outra. Não apenas para atender a pessoa que precisa da educação especial, mas para que a educação comum seja melhor. Para que as crianças comuns entendam a diversidade, a diferença e se construam como cidadãos melhores, por isso, com isso e para isso. A educação especial precisa estar de mãos dadas com a educação comum, para que a educação comum não se limite a informar, mas passe a formar pessoas melhores.”

Mesa redonda

Depois da participação da secretária de Estado de Educação no evento, foi a vez da superintendente de Modalidades e Temáticas Especiais de Ensino, Soraya Hissa, dar sua contribuição. Ela participou da mesa ‘O papel das organizações sociais voltadas para a defesa de direitos da pessoa com deficiência intelectual na educação’, do ‘Eixo 2 – Os Desafios da Gestão Institucional para Atender às Exigências da Inclusão Social, da Família e do Estado’.

Em sua fala, a superintendente não focou somente na deficiência intelectual. “Acredito que o papel das organizações sociais em cima de qualquer deficiência deve ser o mesmo, então foquei no papel das organizações, que é fortalecer o desenvolvimento das políticas públicas conforme a necessidade do público representado, considerando o padrão de qualidade exigido e a avaliação dos programas nas garantias de seus direitos”, diz.

Além de Soraya Hissa, participaram da mesa Suely Rodarte, diretora executiva da União dos Dirigentes Municipais da Educação (Undime) e coordenadora do Fórum Estadual de Educação (FEE) e Maria do Carmo Menicucci, membro da Câmara do Ensino Fundamental do Conselho Estadual de Educação de Minas Gerais.

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