Em Congresso da AMM, secretária de Estado de Educação apresentou as principais ações desenvolvidas com as prefeituras

O desenvolvimento de Minas Gerais passa, obrigatoriamente, pela integração entre Estado e municípios. Na área educacional, o avanço na qualidade do sistema público de ensino demanda uma sintonia ainda mais afinada e é justamente essa sintonia que foi o tema da palestra da secretária de Estado de Educação, Ana Lúcia Gazzola, na última (07-05), durante o 30º Congresso Mineiro de Municípios. A secretária apresentou aos prefeitos as ações desenvolvidas de maneira articulada com os municípios mineiros.

O maior símbolo dessa integração é o Programa de Intervenção Pedagógica (PIP), cuja metodologia foi transferida este ano às secretarias municipais de educação e conquistou 100% de adesão. Criado em 2007, o PIP realiza um trabalho permanente de visitas e acompanhamento nas escolas estaduais para orientar o plano pedagógico, propor estratégias de intervenção, apoiar pedagogicamente os professores e alunos e, assim, garantir a qualidade do ensino. Com o Programa, as escolas da rede estadual conseguiram elevar consideravelmente a qualidade da alfabetização dos estudantes das escolas estaduais.

Parceria do Governo de Minas com os municípios na área educacional foi destacada no primeiro dia do 30º Congresso Mineiro de Municípios. Foto: Lígia Souza ACS SEE

O trabalho do PIP Municipal já começou. Em março deste ano, a Secretaria de Estado de Educação (SEE) realizou a capacitação de 1.750 educadores das redes municipais. Esses profissionais integram as equipes que coordenam o Programa de Intervenção nas escolas municipais. Com a adesão de 100%, o PIP passou a beneficiar 850 mil estudantes em 6,7 mil escolas municipais mineiras. Considerando também as escolas estaduais, o Programa beneficia mais de dois milhões de alunos em quase 10 mil escolas do Estado.

Avaliações educacionais

Durante a palestra, a secretária também reforçou a importância do Sistema Mineiro de Avaliação da Educação Pública (Simave). Criado pelo Governo de Minas, o Simave engloba programas de avaliação que testam os estudantes ao fim das principais etapas da trajetória educacional. O Programa de Avaliação da Alfabetização (Proalfa) e o Programa de Avaliação da Rede Pública de Educação Básica (Proeb) são aplicados, anualmente, a todos os estudantes do 3º, 5º e 9º anos do ensino fundamental e 3º ano do ensino médio.

Os resultados dessas avaliações são essenciais para traçar políticas públicas efetivas para a educação pública e a Secretaria de Estado de Educação não se limita a avaliar apenas os alunos da rede estadual. As avaliações são oferecidas às redes municipais, sem qualquer custo, exceto pelo da logística de aplicação. No total, a SEE investe R$4,7 milhões anuais na aplicação dessas avaliações para os municípios.

A secretária, em sua fala, também citou ações como o plano de atendimento escolar. Realizado em parceria com as prefeituras municipais, o plano assegura vagas adequadas nas escolas públicas a todas as crianças cadastradas para o ingresso no Ensino Fundamental. Além disso, também é feito em parceria com as prefeituras, em todo o Estado, o Cadastramento Escolar, processo pelo qual estudantes que vão ingressar na rede pública —estadual ou municipais —garantem suas matrículas nas escolas mais próximas de suas casas.

Diagnóstico do transporte escolar

Após a fala da secretária Ana Lúcia Gazzola, pesquisadores da Escola de Engenharia da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e do Instituto de Geociências Aplicadas (IGA), autarquia vinculada à Secretaria de Estado de Ciência e Tecnologia (Sectes) apresentaram a metodologia de um projeto inovador de iniciativa da Secretaria de Educação. O projeto vai gerar um diagnóstico do transporte escolar rural em Minas Gerais. Por meio desse diagnóstico, os pesquisadores vão obter a localização georreferenciada de cada um dos alunos da rede pública, de suas escolas e, assim, determinar a rota utilizada para o deslocamento.

Inicialmente, o estudo abrange 250 municípios que servirão de modelo para a implantação do sistema em todo o Estado. A partir do diagnóstico será possível atuar em três frentes no intuito de melhorar o transporte escolar em Minas Gerais. A primeira é a otimização das rotas, uma vez que, conhecendo melhor os caminhos será possível determinar se a rota utilizada é, de fato, a mais adequada para cada região. A partir do sistema será possível, também, definir o custo por aluno de forma mais adequada à realidade de cada município. O terceiro ponto sobre o qual será possível avançar a partir dos dados gerados pelo sistema é a frota. Será possível verificar quais os veículos mais adequados para cada rota e a qualidade da frota que vai prestar o serviço em cada município.

O investimento para esse projeto foi negociado pela Secretaria de Estado de Educação recursos para o trabalho junto Fundo Nacional de Desenvolvimento da Educação (FNDE). No total, serão investidos, até o final dos trabalhos, cerca de R$12 milhões.

Mais transporte

O diagnóstico do transporte é apenas uma das ações da Secretaria de Educação em articulação com os municípios. Anualmente, o Governo de Minas repassa aos municípios verba de manutenção e custeio para o transporte de estudantes residentes em zonas rurais. Em 2013, o valor do repasse será de R$196,6 milhões em recursos estaduais. Além disso, este ano também serão doados aos municípios 250 veículos de transporte escolar. Em 2012, já haviam sido doados 379 veículos.

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