Secretários municipais de educação e profissionais da educação infantil se reuniram em Januária para discutir objetivos e parâmetros para formação de professores

Preparar os alunos da educação infantil para ingressarem com mais preparo cognitivo no ensino fundamental, a partir de um ensino cada vez mais qualificado, foi a pauta de uma reunião que a Superintendência Regional de Ensino (SER) de Januária promoveu entre secretários municipais de educação da região, supervisores pedagógicos, analistas de inspeção escolar e representantes de 19 escolas estaduais que ofertam o Curso Normal na regional.

Secretários municipais de educação e educadores ligados a educação infantil discutiram objetivos e parâmetros para a área. Foto:

Segundo a Diretora Educacional SRE de Januária, Denise Aparecida Franco Abreu, “a intenção era reunir ações exitosas das escolas que investem em práticas pedagógicas adicionais, mapear as carências e dificuldades, a partir das diretrizes e bases da educação infantil, e também amparar a rede municipal, que acolhe as crianças no ensino infantil, e que no ensino fundamental passam a ser responsabilidade estadual”, explicou.

Durante o dia, os convidados que atuam com a Educação Infantil e com profissionais responsáveis pelos Cursos Normal discutiram diretrizes e organização curricular e pedagógica para este nível escolar, e assistiram a palestra da pedagoga e professora universitária especialista em educação infantil, Suerdes Viana, que destacou a importância de se priorizar o aprendizagem nos quatros primeiros anos de vida da criança.

“A neurociência já comprovou que de 0 a 4 anos a capacidade de aprendizagem do ser humano é de 50%. Dos 4 aos 8 anos este percentual é de 30%. Portanto, é imprescindível que aja um enfoque cognitivo cuidadoso nesta fase, porque para aprender é preciso que a rede neural seja estimulada com atividades lúdicas e desafios. É preciso investir na educação nesta fase para que a educação expanda. O educador Celso Antunes, que já publicou trabalhos relativos a múltiplas inteligências já dizia educação infantil é tudo e o resto quase nada”, observou.

A pedagoga apresentou vídeos, histórias e brincadeiras para os participantes para falar da importância do estímulo cognitivo. “Fiz algumas dinâmicas e trabalhamos, inclusive, a coordenação motora. Se Isto é prazeroso para os professores imagina para os alunos”, ponderou Suerdes.

O encontro que discutiu ações interdisciplinares que favorecem a identidade e a desenvolvimento da criança, a partir de experiências de profissionais do Curso Normal de escolas da rede estadual - Escola Estadual Aline Dias, Olegário Maciel e Brasiliano Brás – que trabalham cantiga e teatro, deverá agora acontecer anualmente. “Os secretários municipais de educação gostaram tanto, que fechamos uma parceria para troca de experiências. A adesão a este encontro foi muito positiva. O comparecimento foi grande e todos se comprometeram a dar continuidade a este assunto”.

Na avaliação da pedagoga no Brasil “os governos desenvolvem iniciativas mais profícuas neste âmbito, pois já entenderam que tudo começa na infância”.

Na reunião foram abordados ainda a estrutura do Curso Normal, práticas pedagógicas, apresentação de experiências exitosas, normas relativas ao processo de escrituração de históricos e diplomas, bem como quanto a orientações sobre a prática do estagiário do curso normal, organização curriculares conforme exigências da SEE.

Segundo a supervisora Valéria Cezar representante da Secretaria Municipal de São Francisco “a discussão é valiosa, pois favorece ao planejamento das ações no âmbito de cada escola e de cada município. Leva a melhor compreensão dos objetivos e dos princípios da educação infantil, e consequentemente a necessidade de implementar e investir nessa direção”.

Para Ivonete, profissional do Curso Normal da E.E. Padre José Silveira, considera o trabalho como relevante, pois contribui diretamente com a organização curricular dos alunos do curso normal, preparando-os com mais qualidade para o mercado de trabalho.

A diretora educacional lembrou ainda que “muitos alunos que concluíram o curso normal recentemente, já estão em exercício, atendendo a demanda municipal. Por isso é de extrema importância que experiências sobre a prática da educação infantil com qualidade, planejamento e compromisso, sejam discutidas. É preciso pensar construção da aprendizagem como um meio e não um fim.

 

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