Provas de auditório, premiações que vão de tablet a bicicletas, além de aulas de educação física para estudo de fenômenos físicos e matemáticos faz parte do trabalho de oito escolas de Ipatinga

Motivar os alunos dos anos finais do Ensino Fundamental a valorizarem e participarem de olimpíadas de conhecimento é o mote de projeto criado em 2011 pela Escola Estadual João Walmick, de Ipatinga, e que este ano já mobilizou mais oito instituições da rede pública do município, e aproximadamente 600 alunos.

O programa de simulado interno para Língua Portuguesa e Matemática foi concebido por uma equipe de docentes, e liderada pelos professores de Física Luigi de Melo Vale, hoje coordenador da competição, além das professoras de Português, Neusa Pereira de Melo e de Educação Física, Dulce Visentin de Sousa.

Iniciada no dia 20 de agosto, as oito escolas envolvidas apuram agora as avaliações que revelarão os 32 estudantes finalistas (quatro de cada uma das instituições de ensino) que disputarão a final, em outubro.

Segundo o coordenador, professor Luigi de Melo, a final funcionará em um esquema de argüição que irá imitar o estilo de provas de auditório. Agrupados por números, os estudantes passarão por uma sabatina na qual quem souber responde, quem não souber é eliminado. As perguntas serão lançadas no telão e o objetivo é selecionar os três finalistas: 1º, 2º e 3º lugares, que ganharão além das medalhas, um tablet e uma bicicleta.

“O objetivo, por enquanto, não é competição e sim interação. Quando a Escola Estadual João Walmick criou a prova, que hoje serve de matriz para todas as outras escolas, nossa prioridade era despertar nos alunos o interesse por competições como a Olimpíada Brasileira de Matemática de Escolas Públicas (Obmep), que estimulam o estudo da matemática e revelam talentos na área” explicou Melo Vale.

Proporcionar experiência em competições de conhecimento e mobilizar os alunos para os estudos é, também, outra finalidade da Olimpíada da Língua Portuguesa e da Matemática criada pela EE João Walmick, com base nos descritores da Prova Brasil. Mapear o desempenho dos estudantes, comparar o resultado entre as escolas envolvidas e promover o intercâmbio entre os professores é igualmente finalidade do ‘simuladão’.

“O ano passado fizemos o simulado interno e este ano se estendeu para as oito escolas que trabalham em parceria conosco. É interessante esta troca de pareceres sobre programas pedagógicos e tipos de avaliações e resultados, por que cada escola tem um tipo infraestrutura, os conteúdos divergem, e as administrações de uma direção para outra também. Nós professores queremos trocar experiências, e padronizar boas práticas. Depois da final todas as escolas se reuniram novamente para discutir os resultados do desempenho”, explicou o diretor.

E vem dando certo, conforme contou a reportagem os alunos já estão na expectativa para saberem quem são os classificados da etapa final. Muitos já procuram também pelos exercícios de reforço de Matemática – tabuada e operações matemáticas.

O diretor também informou que os professores estão satisfeitos com o modelo de avaliação criado pela equipe da EE João Walmick, e que já virou referência para as oito escolas parceiras, inclusive, no desenvolvimento de outras metodologias para testes. “É um sonho que se realiza ver a mobilização dos estudantes e dos pais, a partir deste projeto”.

Para aqueles que se perguntam qual a relação entre o universo da recreação e da atividade física aos estudos de cálculo e língua, o coordenador explica que a intenção da olimpíada interna é conscientizar e mobilizar os estudantes para as competições de conhecimento estudantis, que estimulam o estudo e revelam talentos na área.

“O que nós, professores almejamos é estreitar a relação dos alunos com as disciplinas em questão, e neste caso aliamos a Educação Física, que tem um caráter mais lúdico e recreativo, para abordar através de jogos e brincadeiras, conteúdos melindrosos, relacionados a cálculo e fenômenos físicos, e que tem a vê com noções de massa, cumprimento, capacidade, volume e tempo. Aproveitamos para utilizar materiais concretos, para exemplificar melhor os conceitos mais abstratos”, concluiu Luigi Melo.

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