Cerca de 400 educadores se reúnem para capacitações sobre leitura, escrita e avaliação dos estudantes

Educadores da rede estadual que atuam no ensino fundamental passam a contar com novas iniciativas para o trabalho com a leitura, escrita e avaliação dos alunos. Nestas quarta e quinta-feiras (11 e 12/07), cerca de 400 educadores participam de capacitação sobre o ‘Projeto Trilhas’, uma parceria entre a Secretaria de Estado de Educação (SEE), o Ministério da Educação e a empresa Natura. Os participantes também recebem orientações sobre o Programa de Avaliação da Aprendizagem (PAAE), da SEE, que vai atuar nos quatro últimos anos do ensino fundamental. As capacitações são realizadas no Hotel Tauá, em Caeté, na região metropolitana.

O ‘Projeto Trilhas’, vem para agregar às ações com foco na leitura e escrita dos alunos já desenvolvidas pela Secretaria. Por meio de um material didático específico, alunos do primeiro ano do ensino fundamental terão mais um incentivo para a prática da literatura.

“É um projeto de leitura, que é o foco do trabalho do Programa de Intervenção Pedagógica, mas tem um diferencial, pois além de ter um material riquíssimo para os alunos, tem toda uma orientação para o uso dos professores. O material é composto por livros, jogos e brincadeiras. É um projeto que vai ajudar a melhorar ainda mais o trabalho de leitura com os nossos alunos”, explica a superintendente de Desenvolvimento da Educação Infantil e Fundamental, Maria das Graças Pedrosa Bittencourt.

Cerca de 400 educadores marcam presença em encontro realizado pela Secretaria de Estado de Educação. Foto: Hudson Menezes ACS SEE

O projeto será desenvolvido em escolas de Belo Horizonte e de outras grandes cidades do Estado, além de municípios com desempenho abaixo do recomendável no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). Com a capacitação dos professores, especialistas e diretores de escolas previstas para este ano, o projeto entra na fase prática em 2013.

Avaliações da Aprendizagem

Novidades também estão disponíveis para os educadores que atuam com os cerca de 800 mil alunos dos anos finais do ensino fundamental (6º ao 9º ano) na rede estadual de ensino. Esse nível de escolaridade passa a contar com as avaliações do Programa de Avaliação da Aprendizagem, que, até então, eram voltadas para o ensino médio.

“A avaliação da aprendizagem é aquela realizada pelo professor, no dia-a-dia, que pode passar por uma pesquisa, algum trabalho em grupo e, pode ser por um teste também que é um instrumento proporcionado pelo Programa de Avaliação da Aprendizagem. Nesse sentido, ela se difere das já conhecidas avaliações externas como o Programa de Avaliação da Alfabetização (Proalfa) e Programa de Avaliação da Rede Pública de Educação Básica (Proeb), que representam um olhar externo ao sistema, em relação à sua produtividade, ou seja, que avalia se a política implantada por esse sistema está dando resultado ou não”, explica a Subsecretária de Tecnologias e Informações Educacionais, Sônia Andere Cruz.

Experiências do Programa de Intervenção Pedagógica foram apresentadas durante a abertura do encontro. Foto: Hudson Menezes ACS SEE

As avaliações de aprendizagem são geradas a partir de um sistema que contém um banco de itens/questões informatizado, com mais de 62 mil questões das diversas disciplinas cursadas pelos estudantes. Com a expansão para o ensino fundamental, educadores já elaboram os novos itens que vão auxiliar os trabalhos do professor em sala de aula.

A partir das orientações repassadas durante o encontro, haverá a capacitação dos diretores de escolas, professores e especialistas da rede estadual que atendem ao ensino fundamental.

“São ações que vão agregam e contribuem para o trabalho dos profissionais das escolas, sendo o ‘Projeto Trilhas’ nos anos iniciais e o 'Programa de Avaliação da Aprendizagem' nos anos finais”, destaca a subsecretária de Desenvolvimento da Educação Básica, Raquel Elizabete de Souza Santos.

Troca de experiências

No primeiro dia do encontro, os participantes puderam conhecer as primeiras experiências de trabalho das equipes que atuam com o Programa de Intervenção Pedagógica (PIP) nas Superintendências Regionais de Ensino de Governador Valadares (Sul do Estado), Leopoldina (Zona da Mata) e Patos de Minas (Alto Paranaíba).

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