Durante dois dias, educadores mineiros discutiram temas ligados a promoção da paz nas escolas
Por uma cultura da paz nas escolas. Esta é a causa que reúne Secretaria de Estado de Educação, Defensoria Pública, Assembleia Legislativa de Minas Gerais, Secretaria de Defesa Social, Secretaria Municipal de Educação, Polícia Militar, Guarda Municipal e tantos outros parceiros que fazem parte da rede Forpaz (Fórum de Promoção da Paz Escolar), nesta sexta-feira (6), na cidade de Juiz de Fora.
A secretária-adjunta de Estado de Educação, Maria Sueli Pires, ressalta que a promoção da paz não é um tema novo, mas, uma vez que o desenvolvimento tem disseminado, também, a violência, é preciso uma articulação em rede. “O desafio é pôr esta rede em funcionamento. A iniciativa pode partir da escola ou da Superintendência de Ensino, ou mesmo da Secretaria, mas temos que desenhar e implementar soluções inovadoras que atendam às demandas que surgirem”, disse.
A secretária-adjunta aplaude as iniciativas exitosas de promoção da cultura da paz nas escolas e atenta para a necessidade de estender essas iniciativas a todas as escolas, estaduais ou municipais. “Muitas vezes nosso parceiro está ao nosso lado, pode ser nosso vizinho, mas como não falamos com ele, não sabemos isso”, completa.

A diretora da Superintendência Regional de Ensino de Leopoldina, Solange Soares Cabral Riguete, à frente de 34 escolas em sua área de atuação, considera que “o trabalho em grupo exemplifica o cotidiano da escola, onde ela precisa contar com os parceiros: família, conselho tutelar, ONG’s e etc, para agir de acordo com os desafios impostos pela sociedade atual”.
A diretora Alaíde Almeida, da Escola Estadual Lindolfo Gomes, de Juiz de Fora, encontrou o caminho da mediação e articulação em rede. Com o envolvimento da comunidade em diversas atividades, veio o apoio. Já no âmbito do alunado, projetos que despertam a cidadania e a compreensão das diferenças geraram um novo comportamento. “Criamos um projeto que trata do bullying e trabalha na autoestima e aceitação das diferenças o que, por si só, já extingue a possibilidade de muitos conflitos”, conta Alaíde.

Rede Forpaz
O Forpaz surgiu com o objetivo de fornecer suporte aos diretores e educadores das escolas, que lidam com a ameaça da violência localmente, no dia a dia, e, nesta primeira edição regional, está conseguindo cumprir esta meta. Mais do que palestras que conscientizam e divulgam a rede que pode ser este suporte, os mais de 400 presentes participaram da programação e repensaram sua ação cotidiana.
A rede pela cultura da paz nas escolas inclui: Secretaria de Estado de Educação, Defensoria Pública, Assembleia Legislativa de Minas Gerais, Conselho Municipal dos Direitos da Criança e do Adolescente; Conselho Tutelar; Centro de Referência de Assistência Social (CRAS); Centro de Referência Especializado de Assistência Social (CREAS); Secretaria de Assistência Social; Promotoria da Infância e Juventude; Poder Judiciário; Associação de Pais de Alunos; Instituições Religiosas; Conselhos de Segurança Pública (CONSEPS); Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte; Associação de Moradores do Bairro; Polícia Civil; Polícia Militar; Guarda Municipal de Belo Horizonte; Superintendências Regionais de Ensino (SREs); Secretaria de Estado de Educação (SEE); Secretaria Municipal de Educação de Belo Horizonte (SMED); Senai, Sesc, Senac; Organizações Não Governamentais (ONGs) e Organizações da Sociedade Civil de Interesse Público (OSCIPs).
Para o início dos trabalhos, foi criada uma comissão organizadora com representantes das instituições acima. A comissão é responsável por discutir estratégias de promoção da paz nas escolas de Minas Gerais. Para que este debate se expanda a todo o Estado, outros três fóruns regionais estão programados para este ano. Até o mês de dezembro, Governador Valadares, Uberaba e Belo Horizonte e Região Metropolitana receberão o fórum regional do Forpaz.