Escolas apresentam Plano de Intervenção Pedagógica à comunidade

O que pode ser melhorado? Esse foi um dos questionamentos da Escola Estadual Professor Caetano Azeredo, neste sábado (5), durante a apresentação do Plano de Intervenção Pedagógica (PIP) aos familiares dos alunos. Os pais conheceram e discutiram as ações propostas com base nos resultados das avaliações externas. O objetivo é garantir o bom desempenho escolar das crianças e dos adolescentes com o envolvimento das famílias.

Em Minas Gerais, as escolas se apropriam dos resultados das avaliações educacionais para propor metas e planejar intervenções adequadas e consistentes para melhorar a aprendizagem dos alunos. Os resultados das avaliações externas servem como ferramenta para implantação de práticas pedagógicas que façam diferença na vida escolar dos alunos.

Na Escola Estadual Professor Caetano Azeredo, na região central de Belo Horizonte, a equipe da diretora Simone Lage preparou momentos para a conscientização e mobilização dos pais: “Estamos estimulando a participação dos pais no dia-a-dia da escola e discutindo formas de aumentar o número de projetos e melhorar a escola”, afirmou a diretora. Ela destacou que a Caetano Azeredo tem executado projetos que vão além do quadro e giz: “Por meio de parcerias, fazemos visitas guiadas em universidades, museus e no Fórum”, contou. Simone comemorou com os pais os  resultados do ensino médio da escola no Programa de Avaliação da Educação Básica (Proeb), bem acima da média estadual tanto em Língua Portuguesa como em Matemática.

A avaliação de Sebastião Fontes, pai do estudante do 5º ano Felipe Fontes, é que as reuniões deveriam ser mais freqüentes para a troca de idéias. Maria do Carmo Santos, mãe do Hélio Vitor dos Santos, do 6º ano, garantiu que o encontro é importante para saber o andamento da escola e conhecer os projetos educativos. Para a avó do aluno João Gabriel, a família deve sempre participar para atender as necessidades dos alunos e contribuir para o trabalho dos professores.

Segundo o professor Marcondes Diniz Martins, os momentos de integração com a comunidade são fundamentais para analisar e rever as condutas pedagógicas da escola. “A escola pode criar mais oportunidades para esse contato, não só quanto ao rendimento escolar, mas para criar amplas discussões sobre a educação. As necessidades do mundo de hoje exigem um novo fazer pedagógico”, disse.

A superintendente de Modalidade e Temáticas da Secretaria de Estado de Educação (SEE), Guiomar Maria Jardim, defendeu a importância das avaliações para que a escola saiba quais caminhos devem ser seguidos. “Se não avaliarmos, não saberemos o que fazer para melhorar o ensino”, disse.

O encontro com a família nas escolas estaduais de Minas faz parte do trabalho “Toda escola pode fazer a diferença”, desenvolvido pela SEE, que, em 2008, teve início no dia 1º de julho, quando todas as 3.920 escolas do Estado suspenderam suas atividades regulares e realizaram uma avaliação diagnóstica. Juntos, professores, diretores e especialistas analisaram os resultados das avaliações externas. Cada escola elaborou um Plano de Intervenção Pedagógica com base nos resultados do desempenho dos seus alunos.

Para elaborar o plano, os educadores trabalharam a partir dos resultados das avaliações estaduais – Programa de Avaliação da Rede Pública da Educação Básica (Proeb) e do Programa de Avaliação do Ciclo Básico de Alfabetização (Proalfa), que fazem parte do Simave – Sistema Mineiro de Avaliação, disponíveis aqui. As duas avaliações são censitárias e, por isso, refletem a real situação dos alunos. Os programas são instrumentos importantes para a gestão do sistema público de ensino em Minas Gerais, pois levantam dados para o diagnóstico sistemático da rede pública de ensino e fornecem informações para subsidiar a definição de políticas educacionais e o planejamento de suas ações. As médias de desempenho dos alunos mineiros são crescentes nos últimos anos nas avaliações estaduais e nacionais.

Metas - Para os próximos anos, a Secretaria de Estado de Educação definiu três metas necessárias: garantia de que toda criança esteja lendo e escrevendo até os oito anos de idade; elevação dos índices de aprendizagem e redução das diferenças regionais. A Secretaria de Estado de Educação apóia a elaboração dos planos de ação em cada etapa do trabalho para que os objetivos sejam alcançados e a escola faça a diferença. As três metas se resumem na busca de uma única: melhoria do desempenho do aluno, centro de todas as ações da SEE.

Enviar para impressão