Entre os vencedores, estão três alunos de escolas do sistema prisional
Na última quinta, 7, doze alunos de escolas da rede estadual foram premiados no concurso de redação “O leite nosso de cada dia”, promovido pelo Governo de Minas por meio da Secretaria de Estado de Educação, da Secretaria de Estado de Agricultura, Pecuária e Abastecimento e da Secretaria de Defesa Social. A premiação aconteceu durante a abertura oficial da Superagro, no Expominas, em Belo Horizonte.
Cada aluno participante do concurso concorreu com uma única redação. Os critérios para a seleção dos vencedores foram a observância do tema proposto, criatividade, originalidade na abordagem do tema, clareza, organização das ideias, adequação e correção da linguagem utilizada. Para Daiane Teodoro, aluna da Escola Estadual Luiz Antônio Correa de Oliveira, em Araxá, vencedora em 1º lugar no ensino médio, a dedicação e a leitura foram fundamentais para vencer: “Mesmo sem muito tempo, treinei, me esforcei. Gosto muito da aula de redação. A professora é bacana, nos incentiva a ler muito. A leitura, para mim, é a principal matéria e a base de tudo.”

Além de Daiane, receberam prêmios (entre tablets, smartphones e câmeras fotográficas) outras duas alunas do ensino médio, três alunos dos anos iniciais do ensino fundamental e três alunas matriculadas nos anos finais. Também foram premiados alunos da Educação de Jovens e Adultos (EJA) e nessa etapa, uma curiosidade: todos o três vencedores são alunos de escolas do sistema prisional.
Wenderson Soares, aluno da EE Dênio Moreira de Carvalho, da penitenciária de mesmo nome em Ipaba, destaca o papel dos professores nesta conquista: “O prêmio é importante para descobrirmos valores que nem sabíamos que tínhamos. Os professores estão do nosso lado, sempre persistindo. Estão ali pelo dever e pela satisfação de uma tarefa cumprida.” Já para o aluno Ramon Clastes de Oliveira, da EE Terezinha Gonçalves dos Santos, da penitenciária Dr. Carlos Viana, em Araçuaí, vencer o concurso de redação tem um significado muito especial: “Não é nem pelo prêmio em si, mas pela oportunidade de voltar a estudar, enquanto na rua não pude. Agora estou retomando minha vida”, comemora.