Na abertura do evento, a secretária de Estado de Educação, Vanessa Guimarães Pinto, reforçou a importância do comprometimento de todos os envolvidos no processo de aprendizado, especialmente no período de alfabetização. A meta em Minas Gerais é ter 100% das crianças lendo e escrevendo até os oito anos de idade. O resultado da avaliação do Proalfa/2007 (exame feito com as crianças de oito anos)  revelou que 66% dos alunos da rede estadual estão lendo e escrevendo com autonomia.

Entre os dias 27 e 29 de fevereiro, de 8h30 às 17h30, no Hotel Ouro Minas – Av. Cristiano Machado, 4.001, a Secretaria de Estado de Educação (SEE) capacita mais de 500 analistas educacionais, supervisores, inspetores e dirigentes municipais de ensino de centenas de escolas mineiras. O Encontro “Toda Escola pode fazer a Diferença” vai capacitar esses profissionais para por em prática os Planos de Intervenção Pedagógica (PIP) das instituições de ensino e tornar todas as crianças hábeis em leitura e escrita até 2010.

Durante a palestra, a secretária Vanessa alertou que “nenhuma criança deve ficar para trás. O trabalho deve beneficiar todas as crianças, inclusive as das redes municipais.”

Kelly Miranda, supervisora da Escola Estadual Padre José Grimmick, de Alfenas, no sul do Estado,  é uma das educadoras que participa do evento. Ela conta que a escola em que trabalha adotou a recuperação dos estudantes no extra-classe e projetos interdisciplinares para a melhoria do desempenho dos alunos: “Aqui conhecemos novas idéias e rumos para que o PIP funcione”, afirma. Já Maria Aparecida Alvarenga, supervisora da Escola Estadual Coronel José Bento, também de Alfenas, diz que a recuperação paralela e a reorganização de turmas estão presentes no PIP da instituição, além do estímulo à leitura, com o uso regular da biblioteca.

Para não deixar nenhuma criança para trás, a Escola Estadual Geraldo Bittencourt, de Conselheiro Lafaiete, no Campo das Vertentes, tem dedicado maior atenção aos alunos com dificuldades de aprendizado, até mesmo com o encaminhamento para avaliações psicológicas e neurológicas, segundo a supervisora Rose Meire Assis. “A bibliotecária e a professora eventual interagem com os demais profissionais de ensino para que os estudantes tenham melhores resultados” relata a educadora, que há mais de quatro anos atua na escola. Já Márcia Cristina Pereira Fonseca, supervisora da Escola Estadual Nossa Senhora da Ajuda, de Congonhas, espera que o conhecimento proporcionado pelo Encontro estimule novas práticas pedagógicas. A pequena escola em trabalha, com apenas 120 alunos, tem estimulado a leitura com a realização de pequenas peças teatrais.

ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL

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