Aspecto em comum na carreira reune vice-diretora, professora e especialista de escolas de Minas Gerais

Antes alunos, hoje educadores. A situação que parece curiosa torna-se mais interessante quando o cenário não muda com o passar dos anos. Poder trabalhar na escola em que estudou é uma situação que permeia o dia-a-dia de vários profissionais da educação em Minas. Se antes, no papel de alunos, eles buscavam o tão sonhado aprendizado, hoje esses profissionais ocupam as funções de professores ou até mesmo assumem a gestão do espaço que já conhecem bem.

A vice-diretora Valéria Duarte também foi aluna da Escola Estadual Santa Maria, no município de Santa Maria de Itabira, na região Central do Estado.Foto: Arquivo PessoalNo papel de vice – diretora, Valéria Duarte Malta está há quatro anos. Mas bem antes disto, ela já havia passado pelos portões da Escola Estadual Santa Maria, no município de Santa Maria de Itabira, na região Central do Estado. Foi no período de 1994-1999, quando cursou os últimos anos do ensino fundamental e o ensino médio. “Fisicamente não houve muita mudança no espaço. Ainda existem as dez salas de aula de antigamente. A estética visual é muito boa”, destaca a vice-diretora.

Se na infraestrutura não houve muitas mudanças, não se pode dizer o mesmo da parte pedagógica. “Os alunos hoje contam com uma ajuda muito maior, como o transporte escolar, a merenda para o ensino médio e o livro didático gratuito para os estudantes. A demanda também cresceu”, lista.

Sobre a oportunidade de trabalhar na escola em que estudou, Valéria faz as suas observações. “Quando entrei nesta função, tive um pouco de dificuldade em ter que trabalhar com educadores que foram meus professores, mas isto já passou e eu me adaptei. Do lado positivo, eu destaco o fato de já conhecer a cultura local. Sei a trajetória de nossos alunos, de onde eles vieram”, avalia.

Quem também busca tirar proveito dos antigos mestres é a professora Carolina Andréa Freitas de Faria Silvoni, que leciona Matemática na Escola Estadual Joaquim Botelho, em Coromandel, no Alto Paranaíba, desde 2007. “É uma experiência muito boa. Como não faz muito tempo que estudei aqui, trabalho com educadores que foram meus professores na época de estudante. Acabo pegando muitas dicas com eles que possuem uma bagagem profissional maior que a minha”, explica a professora de 28 anos, que foi aluna escola entre os anos de 1994- 1997.

A professora de Matemática Carolina, também foi aluna Escola Estadual Joaquim Botelho, em Coromandel, no Alto Paranaíba. Foto: Arquivo da Escola

Sobre a sala de aula, Caroline destaca que o tempo fez com que os estudantes surgissem com novas demandas. “Na minha época, por exemplo, o ensino da Matemática não exigia tanta aplicação prática, mas não posso dar a mesma aula da minha época para os alunos de hoje. Com um mundo cheio de tecnologias, as aulas têm que ser mais dinâmicas e por isso, mais práticas. Procuro trabalhar desta forma, principalmente em conteúdos como a Geometria”, analisa a professora que leciona para alunos do 6º ao 8º ano.Janaína Junqueira foi aluna da Escola Estadual Osório de Morais, em Coromandel. Foto: Arquivo Pessoal

Responsável pelo acompanhamento pedagógico na Escola Estadual Osório de Morais, também em Coromandel, Janaína Junqueira Valaci Cruvinel, explica que a escolha de sua profissão não foi por acaso. “Sou formada em Pedagogia com ênfase em Supervisão. As pessoas que me influenciaram a escolher esta área, foram duas especialistas que trabalhavam na escola quando eu era estudante. A forma carinhosa e o jeito paciente de tratar as crianças me encantaram”, lembra a especialista que estudou os anos iniciais do ensino fundamental entre os anos de 1982 e 1987.

Exercendo a função de Especialista desde 2009, Janaína avalia a experiência como prazerosa. “Faz parte do meu trabalho acompanhar a parte pedagógica dos alunos, do professores e da família. Faço com gosto, pois aprendi na escola que é assim que deve ser”, conta.

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