Educadores do Programa de Intervenção Pedagógica começam a discutir estratégias para o ano nesta quinta-feira
Os
500 especialistas que participaram da cerimônia de lançamento da segunda fase do Programa de Intervenção Pedagógica, nesta quarta (15-02), não retornarão de imediato às Superintendências Regionais de Ensino (SREs) às quais pertencem. Os educadores vão se reunir na quinta-feira para a primeira reunião geral de trabalho do Programa em 2012. No encontro, se reunirão representantes das equipes do PIP nas 47 SREs, além dos integrantes da equipe central do Programa.
Segundo a subsecretária de Desenvolvimento da Educação Básica, Raquel Elizabete de Souza Santos, o encontro vai servir para discutir a metodologia de trabalho em 2012, com foco na integração das equipes do Programa que atuam nos anos iniciais e finais do ensino fundamental. “É importante sincronizar o trabalho entre as equipes do PIP I e II, sobretudo nas escolas que oferecem os anos iniciais e finais do ensino fundamental. O PIP II vai atuar, sobretudo, com foco no Português e Matemática, que são a base para as demais disciplinas. Para tanto, é importante também o trabalho coletivo com os professores da escola, pois o PIP é uma construção integrada”, analisa.

Importância das avaliações
No encontro, serão discutidos também os resultados do último Programa de Avaliação da Alfabetização (Proalfa), que apontaram que 88,9% das crianças conseguem ler, escrever, interpretar e fazer síntese em um nível considerado recomendável de acordo com padrões internacionais. Avaliação do Governo de Minas, o Proalfa é a prova de que o PIP deu resultado nos anos iniciais do ensino fundamental e, segundo a superintendente de Desenvolvimento do Ensino Infantil e Fundamental, Maria das Graças Pedrosa Bittencourt, as avaliações externas seguem como essenciais também na expansão do Programa.
“Todo nosso trabalho é baseado na avaliação externas, através do Proalfa e Proeb (Programa de Avaliação da Rede Pública de Educação Básica), que nos apontam quais as escolas que precisamos dedicar mais atenção. As avaliações são uma importante ferramenta de gestão”, explica a superintendente.

O Proeb avalia os níveis de proficiência do 5º e 9º anos do ensino fundamental e do 3º ano do ensino médio e poderá orientar os especialistas do PIP II a identificar escolas com mais dificuldade, mas segundo Maria das Graças, os professores também são aliados para esse fim. “As avaliações internas que os próprios professores fazem no processo de aprendizagem são importantes para orientar as ações do Programa”, completa.
Mais disciplinas
Uma das diferenças mais evidentes entre o PIP I e o PIP II é o número de disciplinas dos níveis de ensino. Enquanto nos anos iniciais do ensino fundamental os estudantes têm apenas um professor por sala, nos anos finais são vários docentes e disciplinas. Apesar de o foco principal ser o Português e a Matemática, há especialistas de todas as disciplinas no PIP II e o trabalho integrado é essencial.
“A metodologia do PIP II é semelhante ao do PIP I. Os especialistas vão às escolas, são acompanhados por diretores e supervisores e fazem contato com todos os professores. Nos anos finais, como são mais disciplinas, é importante fazer um trabalho integrado entre especialistas, professores e equipe das escolas”, avalia a gerente do PIP II na Superintendência Regional Metropolitana B, Ana Paula Duré.
Segundo a especialista do Programa na SRE de Pouso Alegre, Márcia de Fátima Souza, uma forma de promover essa integração é criar formas de mesclar os conteúdos. “Se identificamos um problema de interpretação de textos em determinada turma, por exemplo, vamos trabalhar essas habilidades também nas aulas de Geografia, História e até Matemática. Interpretar não é um problema só da disciplina Português, pois reflete em várias outras”, explica. “Essa lógica vale para várias outras habilidades”, completa.