Antonio Anastasia, durante lançamento, comparou os educadores do Programa de Intevenção Pedagógica aos bandeirantes
O governador de Minas Gerais, Antonio Anastasia, cumprimentou os mais de 500 especialistas presentes na cerimônia de lançamento da segunda fase do Programa de Intervenção Pedagógica (PIP), no auditório JK, na Cidade Administrativa, nesta quarta-feira (15-02). Em sua fala, ele desejou boa sorte aos educadores que vão acompanhar as escolas responsáveis pelo atendimento dos 857 mil estudantes que estão nos últimos anos do ensino fundamental (6 ao 9 ano) e comparou os educadores aos primeiros bandeirantes que desbravaram Minas Gerais.
"Desejo boa sorte a essa equipe que correrá Minas Gerais. Se há 300 anos nós tivemos os primeiros bandeirantes que abriram os caminhos de Minas, agora nós estamos em um caminho que tem uma certa semelhança, mas outro objetivo. Estamos procurando garimpar a riqueza do século XXI, que não são mais as pedras preciosas, mas o conhecimento. Para termos o conhecimento é preciso ter as ferramentas e o PIP é uma dessas ferramentas", lembrou Antonio Anastasia.

Na abertura da cerimônia, a secretária de Estado de Educação Ana Lúcia Gazzola, destacou as conquistas do PIP nos anos iniciais do ensino fundamental (1 ao 5 ano), que hoje é referência no Brasil. Nesta fase de ensino, o Programa foi responsável pelo acompanhamento de 490 mil estudantes e contribuiu para que o desempenho dos alunos na leitura e escrita entre os alunos de até oito anos subisse de 48,6%, em 2006, para 89,8%, em 2011. "Com a expansão do Programa queremos que Minas seja referência também nos anos finais e que ajude a alavancar o desempenho dos alunos como um todo no Brasil",desejou.
Mais que os avanços nos índices, contudo,
a secretária ressalta que o ponto mais importante do PIP é fazer com que os estudantes consigam ter, cada vez mais, uma educação de qualidade. "O PIP II é parte de uma ação bem mais abrangente e complexa que visa aumentar a qualidade da educação que é ofertada às crianças e jovens. É claro que vamos ter melhores indicadores a medida que vamos implantando instrumentos adequados, mas nós não estamos fazendo isso porque estamos buscando bons indicadores. Os bons indicadores têm que ser a expressão da qualidade de educação que os jovens recebem, portanto uma garantia que eles terão oportunidades em suas vidas", explica.