Resultados do Programa de Avaliação da Alfabetização 2011 foram divulgados nesta quarta-feira pelo Governo do Estado

Em Minas Gerais, 88,9% dos alunos do 3º ano do ensino fundamental das escolas estaduais sabem ler e interpretar textos. O resultado do Programa de Avaliação da Alfabetização 2011 (Proalfa) foi anunciado pelo governador, Antonio Anastasia, e pela secretária de Estado de Educação, Ana Lúcia Gazzola, na manhã desta quarta-feira (13-12), em coletiva realizada no Palácio da Liberdade.A avaliação aponta um crescimento de 2,7 % comparado ao exame realizado em 2010, quando o desempenho dos alunos do 3º ano do ensino fundamental que estavam no nível adequado de letramento foi de 86,2%. As redes municipais também foram avaliadas pelo Programa.

 

Quando a comparação se refere ao primeiro ano de aplicação do Proalfa, em 2006, o índice de estudantes com desempenho recomendado cresceu 81,4%. Naquele ano, 49% dos alunos estavam no nível recomendável. “Os indicadores do Proalfa são muito bons e confirmam os números já apresentados pelo Ideb (Índice de Desenvolvimento da Educação Básica) que coloca Minas como referência nos anos iniciais do ensino fundamental”, destacou o governador Antonio Anastasia.

Outro ponto apontado pela avaliação é o aumento da participação dos alunos no exame que foi de 94,2%, o mais alto índice registrado desde o início do Proalfa. Na rede estadual, a avaliação foi aplicada a 143.326 alunos que se encontram na fase de alfabetização. Já nas redes municipais, a participação foi de 251.101 alunos."Em primeiro lugar quero agradecer aos professores das primeiras séries do ensino fundamental que realmente têm um compromisso extraordinário com a qualidade do ensino e com as crianças. Quero agradecer aos pais e familiares que honraram e levaram as crianças para participarem do exame", saudou a Ana Lúcia Gazzola.

O Proalfa 2011 também mostra que houve uma redução do número de aluno que se encontram no baixo desempenho. Enquanto em 2010, esses estudantes representavam 5,4% do alunado avaliado, em 2011, o percentual caiu para 4,2%.

O Proalfa identifica os níveis de aprendizagem em relação à leitura e à escrita dos alunos e é parte da estratégia da Secretaria de Estado de Educação (SEE) para alcançar a meta de que em Minas toda criança saiba ler e escrever até os oito anos de idade. Os testes são anuais e aplicados em todos os alunos das redes estadual e municipais nas escolas urbanas e rurais e identifica o nível de aprendizado de cada aluno. O intervalo entre a aplicação dos testes e o resultado possibilita ações de intervenção na aprendizagem.

Governador, Antonio Anastasia, e secretária de Estado de Educação, Ana lúcia Gazzola, anunciam os resultados do Proalfa 2011. Foto: Lúcia sebe Secom MG

Intervenção como apoio pedagógico

Com os resultados do Proalfa, o Governo de Minas elabora ações de acompanhamento e apoio às escolas para a melhoria da qualidade do ensino no Estado. Um dos projetos da Secretaria de Estado de Educação (SEE) que auxilia as escolas na elaboração de um plano de ensino é o Programa de Intervenção Pedagógica (PIP).

A cada ano, após receberem os resultados, professores, diretores e especialistas de todas as escolas da rede estadual de ensino se reúnem para analisá-los e elaborar o Plano de Intervenção Pedagógica (PIP), tendo como referência o desempenho dos alunos.

As escolas se apropriam dos resultados e convidam também os pais e responsáveis para conhecer, discutir e participar das ações propostas no plano. “A meta do PIP é aumentar significativamente o número de alunos no intervalo de desempenho superior do exame – o recomendado – e eliminar a presença de alunos no baixo desempenho”, explicou a Secretária de Estado de Educação, Ana Lúcia Gazzola.

Desde 2011, o Programa de Intervenção Pedagógica passou a atuar também com os alunos dos anos finais do ensino fundamental (6º ao 9º anos) das escolas estaduais.

Entendendo a avaliação

O Programa de Avaliação da Alfabetização avalia a qualidade do ensino nas escolas públicas de Minas Gerais, municipais e estaduais, para os alunos do 3º ano do Ensino Fundamental, de forma universal. O Programa avalia também os alunos do 2º e 4º anos do Ensino Fundamental, de forma amostral. A partir dos resultados dos exames, gestores e professores sabem exatamente onde há sucesso e onde se localizam as dificuldades dos alunos por rede, por município e por escola.

O teste tem uma escala de 1000 pontos. Os alunos do terceiro ano que alcançam até 450 pontos são classificados no nível baixo de desempenho. Entre 450 e 500 pontos estão os alunos no nível intermediário e acima de 500 pontos estão os alunos no nível recomendável. Neste estágio, os alunos conseguem ler frases e pequenos textos e começam a desenvolver habilidades de identificação do gênero, do assunto e da finalidade de textos.

No caso dos alunos da rede estadual, o Proalfa tem registrado, ano a ano, uma evolução da proficiência média, que atingiu 603,8 pontos no nível recomendado em 2011, em comparação a 589,8 pontos em 2010 e 494 em 2006. Os resultados também foram muito positivos nas redes municipais, que, de 2010 para 2011, apresentaram um crescimento de 26,6 pontos na proficiência média, atingindo um total 563,20 pontos.

O Proalfa faz parte do Sistema Mineiro de Avaliação da Educação Pública (Simave) e foi desenvolvido em parceria com o Centro de Políticas Públicas e Avaliação da Educação (Caed), da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF), e o Centro de Alfabetização, Leitura e Escrita (Ceale), da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG).

Desenvolvimento regional


Além do aumento do nível adequado de letramento dos alunos do 3º ano do ensino fundamental das escolas estaduais de Minas Gerais e do crescimento da proficiência média do nível recomendado de leitura e escrita entre os alunos, os resultados do Proalfa 2011 constataram, também, uma evolução e um avanço do desempenho das Superintendências Regionais de Ensino (SRE), de todas as regiões do Estado, na avaliação.

A SRE de Januária registrou a maior variação da proficiência média dos estudantes na comparação entre os números alcançados nos anos de 2010 e 2011. Neste ano, a SRE do Norte de Minas atingiu o índice de 585,8 pontos no nível recomendado, contra os 544,1 registrados no ano passado. Um crescimento de mais de 7%.

Outra SRE que se destacou na evolução de seu próprio desempenho foi a de Itajubá. A unidade teve uma variação de cerca de 7% quando analisados os números da proficiência média dos alunos obtida em 2010 e 2011. A SRE do Sul de Minas saltou de 591,7 para 636,1 pontos.

Além dessas, as SREs de Poços de Caldas, Patos de Minas, Uberaba, Divinópolis, Unaí, Monte Carmelo e Guanhães também apresentaram grandes avanços no seu desempenho.

A superintendente de Avaliação Educacional da Secretaria de Estado de Educação, Maria Inês Simões, destacou a importância dos avanços das SREs de todo o Estado. “Os dados demonstram que a evolução das SREs representa a promoção e a busca de uma educação de qualidade para todos. As melhorias detectadas em todas as regiões comprovam que, dentro de cada realidade, as SRes estão realizando ações que objetivem o desenvolvimento da educação”, ressaltou.

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