Tendo como tema central “Até 2011, todas as crianças em Minas capazes de ler e escrever até os 8 anos”, o IV Congresso Estadual de Alfabetização, promovido e realizado pela Secretaria de Estado de Educação, reunirá cerca de 2,5 mil educadores, no período de 10 a 12 de junho, no Minascentro. Participam professores alfabetizadores das escolas das redes estaduais e municipais e representantes das prefeituras das 46 superintendências regionais de ensino de todo o Estado.

O 4º Congresso Estadual de Alfabetização pretende dar continuidade aos estudos sobre a alfabetização e à reflexão sobre os resultados das práticas escolares desenvolvidas nas escolas públicas de Minas Gerais.

Desde 2004, Minas tem o ensino fundamental de nove anos em toda a rede pública, estabelecendo como meta prioritária que todas as crianças sejam capazes de ler e escrever até, no máximo, os oito anos de  idade. Os bons resultados do Programa de Avaliação da Alfabetização (Proalfa) indicam que os educadores mineiros comprometeram-se com o desafio proposto e buscam alcançar o sucesso das crianças com trabalho sério e intervenções pedagógicas adequadas.

Com o ensino fundamental de nove anos em todas as escolas da rede pública, o Governo de Minas, por meio da Secretaria de Educação, tem investido pesadamente na capacitação de professores, orientadores e supervisores. A equipe central da SEE e as equipes de técnicos das 46 superintendências regionais de ensino (SRE) foram reforçadas com um número maior de profissionais para acompanhar a implantação do projeto em cada escola e em cada sala de aula.

De 2003 a 2007, a SEE realizou três congressos estaduais de alfabetização – em cada edição, reuniu cerca de 2,5 mil professores e especialistas das escolas estaduais e representantes de prefeituras municipais –  e implantou em todas as escolas o Projeto de Intervenção Pedagógica (PIP), a partir dos resultados das avaliações, como âncora do processo de planejamento focado no desempenho dos alunos.

As avaliações mostram que o esforço vem dando resultado. Com o ensino focado no aprendizado, a maioria das crianças lê e escreve ao final do 1º ano, aos seis anos de idade, outra parcela consegue dominar a leitura e a escrita aos sete anos no decorrer do 2º ano, e apenas uma minoria precisa de mais tempo para aprender, até os oito anos e, por isso, a política pública estipulou essa idade limite.

Temas

Toda criança pode ser alfabetizada no Tempo Certo: uma questão de competências. Este é um dos temas que serão tratados durante o evento, que também vai abordar sobre os boletins pedagógicos e a matriz de referência e as diretrizes gerais do Proalfa e do Programa de Avaliação da Educação Básica (Proeb).

O Congresso contará também com palestras sobre a formação continuada e a certificação do professor alfabetizador, os resultados da avaliação externa do Proeb: análise qualitativa e as metas a serem atingidas até 2010 no Proalfa e no Proeb, e sobre o tema ‘trabalhando os resultados da avaliação: Toda Escola pode fazer a diferença’. Serão realizados debates e mesas-redondas que irão discutir o letramento e sua articulação com Matemática, Ciências, Geografia e História nos anos iniciais do Ensino Fundamental.

Regionalização

O Congresso de Alfabetização terá desdobramentos em todas as regiões do estado nos próximos dois meses. Um deles é o dia do “Plano de Ação”. Neste dia, a escola suspende as aulas, reúne professores e especialistas para estudar os resultados da escola nas avaliações externas (Proalfa e Proeb) e elabora um plano de intervenção pedagógica baseado nos resultados dos alunos. Em 2008, será no dia 2 julho. No dia 7 do mesmo mês, o planejamento desenvolvido pela escola será apresentado aos pais e à comunidade.

O Plano estabelece ações para melhorar o desempenho dos alunos e propõe soluções para os problemas detectados visando garantir o aprendizado dos estudantes. A partir de agosto, o plano é posto em prática nas escolas estaduais, com o apoio das superintendências regionais de ensino, que acompanham e monitoram as escolas.

Desde 2007, as escolas estaduais trabalham com metas de desempenho. Para assegurar o alcance dessas metas a SEE focou o trabalho na alfabetização das crianças matriculadas no Ciclo de Alfabetização (1º, 2º e 3º anos do Ensino Fundamental de 9 anos) e definiu  as capacidades lingüísticas que as crianças devem desenvolver gradualmente em cada período do ciclo. Para dar suporte às ações do processo de alfabetização, a SEE desenvolveu um conjunto de diretrizes metodológicas com cadernos de orientação ao professor alfabetizador, especialistas e diretores de escola, além de uma escala de proficiência de alfabetização (escala pedagógica que quantifica a qualidade da alfabetização), que varia de 0 a 800 e apresenta de forma ordenada e contínua o desempenho dos alunos dos três anos de escolaridade avaliados.

Para mobilizar e orientar as escolas, serão realizados 46 Encontros Regionais nos municípios-sede das Superintendências Regionais de Ensino (SRE). Os encontros regionais são realizados duas semanas após a realização do Congresso.

Proalfa

Em 2005,  a SEE implantou o Programa de Avaliação da Alfabetização (Proalfa), que avalia o desempenho de todas as crianças do 3º ano (fase final do ciclo de alfabetização) das escolas da rede pública em Minas. A avaliação do Proalfa/2007 revelou que as crianças de oito anos de idade estão lendo melhor na rede pública de ensino de Minas.

Os resultados dos alunos do 3º ano das escolas estaduais e municipais em 2007 apontam que subiu para 58,1% o percentual de crianças com nível “recomendável” de leitura. Em 2006, era de 45%.

Também houve redução do percentual das crianças que não sabem ler ou não lêem bem. As taxas de alunos que estavam nos níveis “baixo e intermediário” caíram de 33,4% para 24,3% e de 21,4% para 17,6%, respectivamente. Nas escolas estaduais, os resultados foram ainda melhores: o índice de alunos no nível recomendável subiu de 48,7 % para 66% e o índice dos estudantes no nível baixo reduziu de 30,8% para 18,9%, na comparação dos resultados de 2006 e 2007. Os alunos que não atingiram os níveis intermediário e recomendável até os oito anos, são acompanhados e novamente avaliados pelo Proalfa nos anos subseqüentes.

PROGRAMAÇÃO

IV Congresso Estadual de alfabetização

œ Dia 10/06
8H às 10H – Credenciamento

10H às 11H – Abertura Solene:
– Vídeo – PIP / Alfabetização no Tempo Certo
– Composição da Mesa
Vanessa Guimarães Pinto – secretária de estado de educação

11H às 12H e 14 às 18 H – Os Boletins Pedagógicos e a Matriz de Referência do PROALFA e do PROEB:
– Diretrizes Gerais
– Relatório Contextual: A Escola Mineira  Faz a Diferença
Juliana de Lucena Ruas Riani – Superintendente de Informações Educacionais
Tufi Machado Soares – CAED
Lina Kátia Mesquita de Oliveira – CAED

18 H – Encerramento

œ Dia 11/06
9H às 10H30 – Palestra: Leitura: Uma aprendizagem de Prazer
Bartolomeu Campos de Queirós

10H30 às 12H – Palestra: A formação Continuada e a Certificação do Professor Alfabetizador
João Antônio Filocre Saraiva – Secretário Adjunto de Educação de Minas Gerais

14H às 15H30 – Os Resultados de Avaliação externa do PROEB: Análise Qualitativa
Sônia Andère Cruz – Subsecretária de Informações e Tecnologias Educacionais – SEE/MG

18H – Encerramento do 2º Dia

œ Dia 12/06
9H às 12H – Palestra: Toda Criança Pode Ser Alfabetizada no Tempo Certo
Elvira Souza Lima

14H às 16H – Mesa-Redonda: Tema: Alfabetização/Letramento e sua Articulação com a Matemática, Ciências, Geografia e História nos Anos Iniciais do Ensino Fundamental
Coordenadora da mesa:
Ana Lúcia Amaral – Planejando o Cotidiano da Escola
Debatedores:
Delaine Cafieiro – Língua Portuguesa
Vanda Maria de Castro Alves – Matemática
Nyelda Rocha de Oliveira – Ciências
Cláudia Sapag Ricci – Geografia e História

16H – Adesão de Minas Compromisso de Minas – Todos pela Educação
Encerramento do IV Congresso Estadual de Alfabetização
Vanessa Guimarães Pinto – Secretária de Estado de Educação

Palestrantes e debatedores:

Elvira Souza Lima é pesquisadora pela Universidade da Califórnia (EUA) em desenvolvimento humano, com formação em neurociências, psicologia e antropologia e música. Trabalha com pesquisa aplicada às áreas de educação, mídia e cultura. Tem várias publicações, entre elas A criança pequena e suas linguagens, Quando a criança não aprende a ler e a escrever, Práticas culturais e aprendizagem, Brincar para quê? e Conhecendo o adolescente.

Bartolomeu Campos de Queirós possui formação nas áreas de educação e arte, cursou o Instituto Pedagógico de Paris. Desde os anos 70, tem destacada atuação como educador, em vários níveis, contribuindo com importantes projetos para a Secretaria de Estado da Educação e para o Ministério da Educação. Participa do Projeto ProLer, da Biblioteca Nacional, dando conferências e seminários sobre educação, leitura e literatura. Tem 43 livros publicados no Brasil e vários deles traduzidos e editados em outros países. É detentor dos mais importantes prêmios literários nacionais, como o Prêmio Cidade de Belo Horizonte e o Prêmio Jabuti, da Câmara Brasileira do Livro.

Ana Lúcia Amaral possui graduação em Pedagogia e mestrado em Educação pela UFMG, mestrado em Sociology pela Stanford University e doutorado em Education - Social Sciences of Education pela Stanford University. Atualmente é Professora Adjunta da UFMG. Tem experiência na área de Educação, com ênfase em Ensino-Aprendizagem. Atuando principalmente nos seguintes temas: Cultural Capital, Normal Schools, Organization theories, Market place, Charter e University access.

Delaine Cafiero Bicalho possui graduação em Letras pela Faculdade de Filosofia Ciências e Letras de Belo Horizonte, mestrado em Estudos Lingüísticos pela UFMG e doutorado em Lingüística pela Universidade Estadual de Campinas. Atualmente é Professor Adjunto da Universidade Federal de Minas Gerais. Tem experiência na área de Lingüística.

Nyelda Rocha de Oliveira - Bacharel e Licenciada em História Natural pela UFMG. Especialista em nível pós-universitário de Professor para Suplência do MEC. Especialista em Educação Ambiental pela UnB. Professora de Ciências e Biologia. Orientadora educacional pela PUC/MG. Coordenadora de ensino nas áreas de Ciências e Biologia na rede pública e particular. Autora e co-autora de materiais didáticos pedagógicos para ensinos fundamental e médio. Co-autora da única coleção de Ciências das quatro primeiras séries do ensino fundamental recomendada com duas estrelas pelo catálogo da FAE. Ex-coordenadora do setor de extensão do Museu de História Natural e Jardim Botânico da UFMG. Ministra cursos de formação permanente para professores de Ciências e Bilologia de 1° e 2° grau.

Claudia Regina Fonseca Miguel Sapag Ricci possui graduação em História pela Universidade Estadual Paulista Júlio de Mesquita Filho, mestre em História pela PUC de São Paulo e doutora em História Social pela USP. Atualmente é professor adjunta da UFMG e vice-coordenadora do Laboratório de Estudos e Pesquisas sobre Ensino de História. Tem experiência na área de Formação de Professores, com ênfase em Educação e História.

ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL

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