Em todo o Estado cerca de 350 mil estudantes farão a prova censitária do Proalfa 2011 durante esta semana
Nesta quarta feira (28/09) uma palavra pode resumir as ações da Escola Estadual Professora Inês Geralda de Oliveira, em Belo Horizonte: concentração. Na manhã de hoje, cerca de 100 alunos do 3º ano do ensino fundamental fizeram o exame do Programa de Avaliação da Alfabetização 2011 (Proalfa). Em toda Minas Gerais, aproximadamente, 350 mil alunos de escolas estaduais e municipais deste ano de ensino fazem a avaliação censitária de leitura e escrita durante esta semana.
Na escola, que fica na região de Venda Nova, a prova começou às 7h40 e terminou às 9h40. Para repetir o bom desempenho do ano passado, quando a escola obteve a proficiência de 611,8 pontos, média superior à estadual que foi de 589,8 pontos, a escola não poupou esforço e convocou as famílias a incentivarem os alunos a participarem do Proalfa. “Fizemos reuniões com os pais, em que destacamos a importância da família no aprendizado da criança. Pedimos a eles que encaminhassem seus filhos para o exame”, comenta o diretor, Frederico Maximiliano Vieira dos Santos. A parceria deu certo e apenas um aluno não compareceu a escola para fazer a prova.

Entre os que participaram do exame estava a aluna Júlia Ferreira, de oito anos. Ela acredita ter feito uma boa prova. “Lembro que tinha uma questão muito engraçada e acho que fui bem nela. Estou confiante”, afirma a estudante. Já o Kaique Matheus Sousa, também de oito anos, ressaltou as ilustrações que o exame trazia. “As questões tinham vários desenhos para a gente observar direitinho”, lembra Kaique.
Mudança na rotina
Para garantir a lisura do exame, a escola seguiu as orientações da Superintendência de Avaliação Educacional/Secretaria de Estado de Educação (SEE). Entre as mediadas adotadas, houve o remanejamento dos professores que dão aulas para o 3º ano do ensino fundamental para que as turmas avaliadas não tivessem o exame aplicado pelo professor titular.
O apoio também veio da Superintendência Regional de Ensino Metropolitana C que enviou à escola uma analista pedagógica para dar orientações e acompanhar aplicação dos exames. “Somos responsáveis por acompanhar e dar o suporte necessário às escolas. Não tivemos nenhum problema durante a aplicação do exame. Passei para o diretor um questionário para ele informar dados como o número de alunos que fizeram a prova, o número de matrículas no 3º ano do ensino fundamental e o número de provas que sobraram. Este questionário vai para a Superintendência”, explica a analista pedagógica, Geane Avelar Fontes Caldas.
Após a aplicação, as provas serão encaminhadas para o Centro de Políticas Públicas e Avaliação da Educação da Universidade Federal de Juiz de Fora (CAEd), que é responsável pela leitura, estatística e análise dos resultados.
Acompanhamento do aluno Amanhã (29/09), três alunos da escola que não atingiram o desempenho recomendável no Programa de Avaliação da Alfabetização do ano passado, farão um novo exame. A prova vai apontar o que esses alunos aprenderam no período entre as duas edições do exame (2010 e 2011).
“Durante este ano, esses alunos continuaram aprendendo os conteúdos do ano de ensino em que se encontram, ou seja, 4º ano. Paralelo a isso, os professores procuraram trabalhar, em exercícios em sala e extraclasse, as dificuldades desses alunos. O professor atual conversou com o professor do ano passado para ter um histórico do aluno e a partir disto elaborara a estratégia de intervenção com esse estudante”, explica o diretor.
Dedicação ao pedagógico
A leitura e a escrita que são os temas avaliados no Proalfa contam, durante o ano, com o apoio das ações pedagógicas desenvolvidas pela escola. “Trabalhamos muitas atividades coletivas com os alunos do 3º ano do ensino fundamental. Eles fazem trabalhos em grupos, em que um pode ajudar o outro em suas dificuldades. Recentemente, nós trabalhamos diferentes gêneros textuais com nossos alunos. A linguagem das poesias, fábulas, cartas, convites e bilhetes foram analisadas dentro da realidade e capacidade dos alunos. Fazemos um trabalho para desenvolver a leitura, a escrita e a oralidade das crianças” lembra a professora Maria Auxiliadora da Silva Couto.
O momento de planejamento de atividades na escola ocorre a cada 15 dias. Em reunião com a supervisão escolar, os professores dos anos iniciais do ensino fundamental (1º ao 5º ano) elaboram atividades, propõem dinâmicas e fazem o planejamento das aulas. “Muitas das discussões que fazemos nestes encontros servem para repassar as atividades que aprendemos nas capacitações que a Secretaria realiza”, explica a vice-diretora do turno da manhã, Alana Philadelpho Cordeiro Santos.
Avaliação da alfabetização
O exame é aplicado esta semana a cerca de 500 estudantes dos 2º, 3º e 4º anos do ensino fundamental de escolas públicas de Minas. O Proalfa avalia a leitura e escrita dos alunos. A partir dos resultados, o Programa de Intervenção Pedagógica, da Secretaria de Estado de Educação, auxilia as escolas a traçar estratégias pedagógicas de ensino, com o objetivo de ajudar os alunos que não alcançaram o desempenho recomendável.
A última avaliação, realizada em 2010, apontou que 86,2% dos alunos do 3º ano do ensino fundamental atingiram o nível de leitura e escrita recomendável. De acordo com o plano de metas da Secretaria de Estado de Educação, a expectativa é de que, este ano, os estudantes alcancem o patamar de 88,9%.
Simave
O Programa de Avaliação da Alfabetização (Proalfa) integra o Sistema Mineiro de Avaliação da Educação Pública (Simave). Além do exame, as avaliações do Programa de Avaliação da Rede Pública de Educação Básica (Proeb) e o Programa de Avaliação de Aprendizagem Escolar (PAAE), completam o Simave. Com essas ações, a Secretaria realiza diagnósticos educacionais para identificar as necessidades e as demandas do sistema de ensino, das escolas, dos professores e dos alunos. Com os dados, a SEE desenvolve ações para qualificação de educadores, valorização da escola pública e o fortalecimento da qualidade da educação em Minas Gerais.