Secretária de Educação recebe representantes das associações de pais e de alunos e assegura que não há possibilidade de perda do ano letivo
Nesta segunda-feira (22/08), a secretária de Estado de Educação, Ana Lúcia Gazzola, recebeu em seu gabinete, na Cidade Administrativa, representantes da Federação das Associações de Pais e Alunos das Escolas Públicas de Minas Gerais (Fapaemg).
Durante o encontro, que durou cerca de uma hora, o presidente da Federação, Mário de Assis, ressaltou a importância da medida tomada pela Secretaria de Educação em relação ao 3º ano do ensino médio e pediu para que fosse considerada a possibilidade de estender a iniciativa para as demais séries. "A designação de professores o 3º ano do ensino médio foi uma medida corajosa", destacou Mário de Assis.

A secretária de Estado explicou que foi possível tomar a medida em relação ao 3º ano porque ficou caracterizado o dano irreparável. "Por causa da greve, que afeta parcialmente a rede, parte dos alunos do 3º ano do ensino médio não estavam tendo acesso aos conteúdos curriculares obrigatórios e esta situação comprometeria o bom desempenho no Enem e em vestibulares. Esta foi a razão que caracterizou o cenário de dano irreparável", explicou a secretária Ana Lúcia Gazzola. O Enem está marcado para os dias 22 e 23 de outubro.
Em relação às demais séries do ensino fundamental e médio, a secretária de Estado de Educação destacou a preocupação do Governo de Minas. "É claro que os outros anos também estão tendo prejuízos, mas ainda não podemos tomar medida similar à que foi adotada em relação ao 3º ano do ensino médio, pois não está caracterizado o quadro de dano irreparável de acordo com a lei de greve", afirmou a secretária. No entanto, completou Ana Lúcia Gazzola, "estamos extremamente preocupados com os prejuízos provocados por esta greve. Apesar de parcial, ela está prejudicando, e muito, muitas famílias e comprometendo o futuro de nossos jovens".
De acordo com levantamento realizado diariamente pela Secretaria de Educação, entre as 3.779 escolas da rede estadual, há 56 totalmente paralisadas, ou seja, 1,5%.
Ano letivo
O presidente da Fapaemg, Mário de Assis, destacou que a entidade já tomou providências para reduzir os impactos causados pela greve dos profissionais da educação.
"Nós acionamos o Ministério Público do Estado (MPE) para que ele tome providências em relação à greve e também protocolamos no Ministério da Educação e no Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais (Inep) o pedido de cancelamento do Enem, sob o argumento de desigualdade", explica. De acordo com o Ministério da Educação, o adiamento da data do Enem não é uma medida possível.
A secretária de Educação ressaltou que nenhum aluno vai perder o ano letivo, já que diferente do calendário tradicional, ano letivo é caracterizado pelo cumprimento de 200 dias letivos. "Sendo assim, a reposição das aulas poderia acontecer nos sábados, em dezembro ou até mesmo no mês de janeiro", informou Ana Lúcia Gazzola.
Durante a reunião a secretária de Estado de Educação informou que o Governo deve anunciar nesta terça-feira avanços no modelo de remuneração por subsídio.
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