Reunião realizada na quarta-feira reuniu reitores de 28 instituições de ensino superior para apresentar Escola de Formação

Trabalhar a educação mineira de forma integrada, com interlocução entre as redes e níveis de ensino é um ideal que vem ganhando cada vez mais força no Estado. E na quarta-feira, a Secretaria de Estado de Educação deu um passo importante para garantir mais proximidade com instituições de ensino superior. A secretária Ana Lúcia Gazzola recebeu 28 representantes de algumas das maiores universidades do Estado. O objetivo do encontro foi apresentar a proposta da Escola de Formação e Desenvolvimento Profissional de Educadores, assim como aproximar as instituições de ensino superior da realidade da educação básica.

A Escola de Formação será uma instituição responsável por oferecer opções de formação continuada aos profissionais da educação, sejam eles professores, analistas, auxiliares de serviços gerais, entre outros. A coordenadora da Escola, Ângela Dalben, apresentou aos presentes a metodologia que vem sendo discutida para a instituição e ressaltou a importância da participação das instituições de ensino superior no processo. “Tivemos, a partir dessa reunião, mais ideias para agregar às ideias da escola, que vêm sendo construídas. Nós precisamos dessas instituições formadoras, porque elas dão legitimidades às nossas ações e assim a gente só cresce. Conseguimos agregar, conseguimos parcerias e conseguimos fazer com que o processo de formação de professores no Estado tenha o porte que nós queremos”, analisa.

Professora Ângela Dalben fala aos 28 reitores. Foto: Renato Cobucci/Secom

As instituições de ensino superior são vistas como parceiras fundamentais para a formação continuada dos profissionais da educação. Essas instituições terão a oportunidade de oferecer cursos na Escola de Formação e, assim, contribuir para a formação continuada dos educadores da educação básica. Segundo a secretária Ana Lúcia Gazzola, a integração é essencial. “Nós precisamos avançar na concepção da educação como sistema e isso tem que cobrir da educação infantil a educação superior. Para que as políticas públicas em educação básica possam ter continuidade e sustentabilidade, nós precisamos das instituições de ensino superior. Elas darão capilaridade aos nossos projetos, sustentabilidade teórica e metodológica, além de oferecer profissionais capazes de implementar projetos e atividades”, explica.

Para os representantes das instituições de ensino superior, a ideia de uma Escola de Formação que fortalece o trabalho integrado foi bem vista. Para o reitor da Universidade Federal de Uberlândia, professor Alfredo Fernandes Neto, a Escola de Formação oferecerá às universidades uma chance de reforçar conteúdos para os profissionais da educação básica. “Quando alguém critica o ensino básico, nós todos somos criticados, porque os profissionais que atuam na educação básica foram nossos alunos. É importante a criação da Escola porque é uma chance que temos de voltar aos nossos alunos, rever suas dificuldades, trazer a modernidade, a oportundiade de melhor trabalho, com melhores ambientes e melhores ferramentas”, analisa o reitor.

Representantes do ensino superior aprovaram a ideia da Escola de Formação. Foto: Renato Cobucci/Secom

Colaborações

Além de oferecer cursos e opções de formação continuada no “cardápio” da Escola de Formação, as instituições de ensino superior serão parceiras também no sentido de oferecer opções tecnológicas. Durante o encontro, Ana Lúcia Gazzola ressaltou que uma das opções para ganhar abrangência com a Escola é usar os veículos de comunicação das Universidades, tais como TVs, rádios e internet. Ideia muito bem vista pela reitora do Centro Universitário de Belo Horizonte (Uni-BH), Sueli Maria Dias. O Centro dispõe de programação na TV e uma estrutura de webrádio, ambas colocadas a disposição da SEE. “Você chega até os educadores muito mais diretamente, consegue despertar interesse por aquilo que se quer passar. Rádio, TV, mídias digitais são os caminhos para despertar interesse”, ressalta Sueli.

Outra contribuição possível das universidades e em relação à pesquisa. Segundo a secretária Ana Lúcia, os acadêmicos podem gerar conhecimento a partir de dados sobre educação básica. “A Secretaria tem um enorme banco de dados e nós queremos colocar esses dados nas mãos dos pesquisadores, para que eles se debrucem e transformem essa informação em inteligência sobre a educação básica do Estado”, vislumbra. “Está muito claro para todos nós educadores que a garantia de uma boa educação superior é uma educação básica de qualidade. Se um aluno que chega à universidade estiver bem formado é evidente que ele terá melhores resultados e vai enriquecer a universidade. E a educação básica também precisa do aporte e apoio da universidade”, completa.

 

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