Na SRE de Araçuaí as oficinas foram reorganizadas para se adequarem a realidade da região

Depois de participarem das oficinas oferecidas pelo órgão central da Secretaria de Estado de Educação (SEE), as analistas e especialistas das Superintendências Regionais de Ensino (SREs) devem repassar o conteúdo para os profissionais da educação que pertencem a sua área de abrangência. Mas nem sempre as oficinas ministradas nas SREs são cópias fiéis das que acontecem em Belo Horizonte. As analistas têm a liberdade fazer modificações para melhor adequar os conteúdos à realidade das Superintendências. Como está acontecendo em Araçuaí. Cerca de 600 educadores da rede estadual e municipal participam até o dia 17 de junho da capacitação de professores do 3º ano do ensino fundamental. Segundo a analista da SRE de Araçuaí, Vera Meireles Silva, a modificação é sutil, mas reflete positivamente no desenvolvimento das oficinas. “Em BH nós participamos de três dias de capacitação e foram ministradas seis oficinas. Aqui vamos fazer o repasse de cinco oficinas, em dois dias”.

Para facilitar o repasse as analistas da SRE de Araçuaí modificaram a ordem das oficinas. “No encontro promovido pelo órgão central a oficina que vamos ensinar primeiro, era a número dois”. Segundo Vera, isso acontece apenas para tornar os encontros mais dinâmicos, já que são muitas oficinas para serem ministradas em pouco tempo. Entre os temas das oficinas está o ensino da matemática, oficinas lúdicas e estudo de ofícios e resoluções da SEE. Para a professora do 3º ano do ensino fundamental da Escola Estadual Arthur Berganholi, Creildes Orfine, as oficinas são muito importantes para o desenvolvimento dos estudantes. “As analistas estão esclarecendo todas as dúvidas e está sendo muito válido. Eu participei do curso em Belo Horizonte e já adaptei algumas atividades para trabalhar com os meus alunos. Deste encontro também vou poder tirar muitas ideias, principalmente referentes ao trabalho em grupo”.

Educadores da SRE de Araçuaí participam de capacitação. Foto: Arquivo ACS SEE

Na primeira oficina os educadores fazem estudos de casos. São propostas para eles várias situações que poderiam acontecer nas escolas. “Temos, por exemplo, um caso que a professora mandou um e-mail para o inspetor pedindo orientações para resolver uma questão relacionada ao baixo desempenho de um aluno. Os educadores devem propor alternativas para solucionar o problema dentro das orientações e ofícios da SEE”, é o que afirma Vera Meireles Silva. Outra oficina é a que trabalha a Matemática, na qual os professores estudam um texto que fala sobre a importância do contato do aluno com material concreto para melhorar o aprendizado dele. O texto ressalta a necessidade de unir teoria e prática no ensino da matemática.

Já na última oficina os professores aprendem jogos e brincadeiras que podem ser desenvolvidas na sala de aula. São várias propostas de atividades por meio de jogos e tudo começa na divisão dos grupos. “Cada participante recebe uma fichinha com o nome de uma profissão e ai eles vão fazendo mímica e se agrupando. Os educadores fazem mímica de bailarina, garçom, entre outras. Depois cada grupo recebe uma atividade diferenciada”, conclui a analista da SRE de Araçuaí.

Enviar para impressão