Com foco no desempenho do aluno, a SEE vai levar o acompanhamento do programa para estudantes dos anos finais do ensino fundamental

Uma das prioridades da Secretaria de Estado de Educação (SEE) para os próximos quatro anos teve destaque no segundo dia do ‘Encontro da Equipe Regional e Professores do 1º e 2º Ano do Ciclo da Alfabetização’. A expansão do Programa de Intervenção Pedagógica (PIP) para os anos finais do ensino fundamental foi discutida com cerca de 130 pessoas entre diretores educacionais das Superintendências Regionais de Ensino (SREs), coordenadores do Programa de Intervenção Pedagógica (PIP) e representantes do Órgão Central. O encontro acontece até a próxima sexta-feira (24/03) no Ouro Minas Palace Hotel, em Belo Horizonte.

Na ocasião foram apresentados os 47 coordenadores do Programa de Intervenção Pedagógica que vão montar a equipe para fazer o acompanhamento das escolas estaduais que atendem alunos dos anos finais do ensino fundamental. As equipes serão compostas por professores das áreas de Língua Portuguesa, Matemática, História, Geografia, Ciências, Educação Física, Língua Estrangeira e Arte. Cerca de 480 educadores dessas áreas devem realizar as intervenções pedagógicas nas escolas das 47 SREs. A previsão é que as equipes estejam formadas até o mês de julho, quando haverá uma capacitação para os educadores. Em agosto está previsto o início das atividades nas escolas. As equipes do Programa de Intervenção Pedagógica auxiliam os professores na elaboração de estratégias para elevar o desempenho dos alunos que apresentam dificuldades no aprendizado.

“É importante destacar que esse acompanhamento dos anos finais, deve ser integrado com o que já é desenvolvido nos anos iniciais”, explica a superintendente de Desenvolvimento da Educação Infantil e Fundamental, Maria das Graças Pedrosa Bittencourt. Ela ainda destaca que a atuação entre os alunos do sexto e nono anos será marcada por desafios. “Após montar essas equipes devemos definir as estratégias de trabalho, bem como realizar a capacitação de profissionais e demais agentes pedagógicos envolvidos”, explica Maria das Graças Pedrosa Bittencourt.

A subsecretária de Desenvolvimento da Educação Básica, Raquel Elizabete de Souza Santos, acredita que esses desafios podem ser superados por meio do trabalho em parceria com as SREs e as escolas. “Implantar o PIP no Conteúdo Básico Comum (CBC) é um desafio muito grande para nós, pois nos anos iniciais nós lidamos com um docente, já nos anos finais são vários professores por turma. Não podemos abandonar os anos iniciais, mas precisamos investir pesado nos anos finais para chegar ao ensino médio com as habilidades e competências necessárias. A coletividade vai conseguir isto”, explica a subsecretária.

Educadores se reunem para discutir os desafios da educação básica para os próximos quatro anos. Foto: ACS SEE

Anos iniciais – O trabalho do PIP com os alunos dos anos iniciais do ensino fundamental é realizado desde 2006. Para este nível de ensino, que corresponde a alunos do primeiro ao quinto ano, também existem metas para os próximos quatro anos. Uma delas é a consolidação do bom desempenho dos alunos do terceiro ano no Programa de Avaliação da Alfabetização (Proalfa), que de acordo com o último exame, cerca de 86% dos alunos até os oito anos sabem ler com autonomia. Melhorar o desempenho dos alunos do quinto ano no Programa de Avaliação da Rede Pública de Educação Básica (Proeb) é outro objetivo da SEE. Nas avaliações nacionais, a Secretaria de Educação busca consolidar o bom desempenho dos alunos dos anos iniciais no Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (Ideb). De acordo com a última avaliação, os alunos dos anos iniciais do ensino fundamental de Minas possuem o melhor desempenho do país. As ações do programa também vão se concentrar na inclusão da Matemática e outras disciplinas no PIP dos anos iniciais.

Parceria- Durante o encontro, outros temas também foram abordados. Entre eles, a importância da parceria entre a Secretaria de Estado de Educação e as Superintendências Regionais de Ensino para a execução de projetos que visam a melhoria na educação básica. “A melhor forma de ensinar é o exemplo. Queremos todas as SREs e órgão central agindo de forma integrada, sempre com foco para o melhor desempenho do aluno”, destaca a subsecretária.

O trabalho em áreas temáticas como Educação Especial, Indígena, Meio Ambiente e outros temas sociais e educacionais foram discutidos durante o encontro.  Esses temas devem ser desenvolvidos pelas escolas, com apoio das SREs, em todos os níveis da educação básica.

Nova estrutura – Para os próximos quatro anos a Subsecretaria de Desenvolvimento da Educação Básica passa a se organizar em cinco áreas com o objetivo de consolidar e expandir as suas ações. São elas: Superintendência de Desenvolvimento da Educação Infantil e Fundamental, Superintendência de Desenvolvimento do Ensino Médio, Superintendência de Desenvolvimento da Educação Profissional, Superintendência de Temáticas e Modalidades Especiais e Superintendência de Organização e Atendimento Educacional.

Outra novidade foi a criação da Diretoria de Apoio à Educação Infantil dentro da Superintendência de Desenvolvimento da Educação Infantil e Fundamental. Nessa área, a SEE vai realizar um trabalho em parceria com as redes municipais, responsáveis por esse nível de ensino. Nas SREs, as equipes do PIP vão fazer esse acompanhamento.