Ângela Dalben palestrou sobre as prioridades da Escola e convidou educadores a darem suas contribuições
Educadores da rede estadual de Minas Gerais tiveram, nesta quarta-feira, a oportunidade de conhecer um pouco do projeto que vai fundamentar a Escola de Formação que será criada pela Secretaria de Estado de Educação (SEE). Coordenada pela professora Ângela Dalben, que iniciou o trabalho há pouco mais de um mês, a Escola de Formação vai atuar tendo como meta a formação continuada dos professores da rede pública de Minas Gerais. Ângela Dalben falou a cerca de 500 educadores no 'Encontro da Equipe Regional e dos Professores do 1º e 2º Ano do Ciclo da Alfabetização’ e apontou alguns pontos-chave nas discussões sobre a criação da Escola.
A Escola de Formação está em fase de concepção e Ângela Dalben convidou os educadores do Estado a darem suas contribuições para a consolidação do projeto. Segundo a coordenadora, este primeiro mês de trabalho foi destinado a discussões para determinar quais os objetivos da Escola e ficaram definidos cinco eixos estruturadores para orientar as ações que serão tomadas na continuidade do trabalho. São os eixos: a necessidade do domínio do conhecimento por parte do educador; o fortalecimento da identidade profissional do educador; o trabalho com o tato pedagógico do educador, ou seja, a capacidade de estabelecer relações de comunicação efetivas com os alunos; o trabalho em equipe e, por fim, o compromisso social do educador.

Ângela Dalben ressaltou a importância de que a Escola de Formação promova a integração não só entre órgãos da próprias Secretaria, como outras instituições. Segundo a coordenadora, a Escola vai articular instituições de formação, sejam elas federais, estaduais ou privadas e credenciadas pelo Governo; órgãos de pesquisa; Superintendências Regionais de Ensino (SRE) e outros órgãos da SEE. "Quando pensamos em uma escola que vai atender a 200 mil profissionais da educação não podemos pensar em algo centralizado, temos que zelar pelo trabalho em rede, o trabalho articulado", destacou Ângela Dalben.
Durante o encontro, Ângela Dalben aproveitou para citar também algumas perspectivas da Escola de Formação. Segundo a coordenadora, a ideia é de que a escola atenda não só a professores, mas a todos profissionais ligados ao processo educacional, como inspetores escolares, auxiliares de serviços gerais, gestores, entre outros. A Escola oferecerá cursos presenciais e a distância, de forma centalizada ou descentralizada, ou seja, determinados cursos podem atender a necessidades gerais do Estado e outros serão criados para regiões ou temas específicos, de acordo com necessidades.
Plataforma do futuro
Uma das ações previstas para a Escola de Formação é a criação de uma plataforma específica de trabalho, a qual terão acesso os educadores atendidos pela escola. "Existem atualmente diversas plataformas que trabalham a educação a distância. Essa plataforma está sendo pensada para integrar conteúdos e trabalhar da melhor forma as necessidades da Escola de Formação", destaca Ângela Dalben. Entre outras funcionalidades que virão a ser criadas, a Escola de Formação vai conter um cardápio de cursos, biblioteca virtual, links de acesso para sites relevantes na área de educação, vídeo-conferências e vídeo-aulas.