Secretária de Educação, Ana Lúcia Gazzola, participa, em Caxambu, de conferência organizada pelo Sind-UTE/MG

A quarta prioridade da gestão da professora Ana Lúcia Gazzola na Secretaria de Estado de Educação, a interlocução com todos os diversos atores, está, de fato, sendo colocada em prática. Na última sexta-feira (18.02), Ana Lúcia Gazzola participou, a convite do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG), da abertura da sexta edição da Conferência Estadual de Educação. O evento foi realizado na cidade de Caxambu (a 382 km da capital mineira) entre os dias 18 e 20 de fevereiro. Esta é a terceira vez, desde que empossada, que a secretaria de Estado de Educação reúne-se com representantes do Sind-UTE/MG.

O tema da sexta edição da Conferência Estadual de Educação foi "os desafios da Educação Básica e a organização dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais". Para Ana Lúcia Gazzola, são muitos e permanentes os desafios colocados para a educação. Segundo ela, que confessou ter ficado assustada quando recebeu do governador Antonio Anastasia o convite para assumir a Secretaria de Estado de Educação, o caminho para superar as mazelas e os desafios é a construção conjunta.

Desafio conjunto

"O convite deixou-me apreensiva, em função da responsabilidade e do tamanho do sistema (são 2,4 milhões de alunos, quase quatro mil escolas e cerca de 220 mil trabalhadores). Mas logo após o susto inicial, percebi que não estarei sozinha nesta caminhada. Todos nós, juntos, temos como meta a melhoria da educação básica em Minas Gerais e isso me tranquiliza", afirmou Ana Lúcia Gazzola. A secretária destacou, ainda, que há muito a fazer. "Apesar dos enormes avanços obtidos, em nível nacional e também estadual, temos um grande desafio pela frente", comentou. 

A coordenadora do Sind-UTE/MG, que saudou a presença da secretária de Estado de Educação, destacou que a composição da mesa evidencia a disposição pelo diálogo. Para a coordenadora do Sind-UTE/MG a adoção do sistema de subsídio significou um avanço, mas há muito a fazer para valorizar os profissionais da educação.

"A recepção calorosa da categoria (à secretária de Educação) é símbolo da esperança e da expectativa em relação à nova gestão. Tenho confiança na transparência da Ana Lúcia Gazzola, mas a categoria está organizada e mobilizada para defender os seus direitos", destacou Beatriz Cerqueira.

Outros participantes

Além de Ana Lúcia Gazzola e da coordenadora do Sind-UTE/MG, também compuseram a mesa de abertura da VI Conferência Estadual de Educação, o presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores em Educação, Roberto Franklin Leão, o presidente da Central Única dos Trabalhadores de MG, Marco Antônio de Jesus, e a diretora de Fortalecimento Institucional e Gestão Educacional da Secretaria de Educação Básica do MEC, Maria Luiza Martins Aléssio.

Também estavam à mesa os parlamentares Rogério Correia e Padre João, a secretária de Assuntos Internacional da CNTE, Fátima Aparecida Silva, a representante da Internacional de Educação, Combertty Rodrigues, o presidente do Sindicato dos Auditores Fiscais da Receita Estadual, Fiscais e Agentes Fiscais de Tributos do Estado de Minas (Sindifisco/MG), Lindolfo Fernandes e o presidente do Sindicato dos Auditores Fiscais e dos Professores de Universidades Federais de Belo Horizonte e Montes Claros (APUB/BH), José Siqueira, da diretora da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Minas Gerais, Samira Zaidan, entre outros.

Educação e mídia

Uma conferência com Frei Beto encerrou a abertura do evento em Caxambu. O jornalista, escritor e teólogo falou aos presentes, cerca de duas mil pessoas, sobre a influência negativa da mídia na formação das pessoas, sobretudo dos jovens e adolescentes e também sobre a importância de aumentar os investimentos em educação.


Frei Beto falou da importância da educação para a formação da cidadania e comentou o exemplo do Japão, país do tamanho do Maranhão, que após a Segunda Grande Guerra Mundial estava dizimado. "O Japão destina 12% do PIB (Produto Interno Bruto) para a educação. Por isso, o país é uma potência. No Brasil, apesar de termos avançado, precisamos, em nível federal, destinar 10% do PIB para a área", afirmou Frei Beto.

Leia mais sobre a disposição da Secretaria aumentar o diálogo com os diversos setores envolvidos com a educação em "Secretária Ana Lúcia Gazzola participa da VI Conferência Estadual da Educação"; "Em encontro com o ministro da Educação, Ana Lúcia Gazzola reforça importância da cooperação"; e "Escola estratégica é aquela que precisa de mais atenção".

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