Escola Silviano Brandão inicia produção radiofônica e estimula estudantes.

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Programas de rádio curtos mas cheios de história têm mobilizado a Escola Estadual Silviano Brandão, na Lagoinha. Desde o início deste ano um grupo de 20 alunos tem se familiarizado com um velho conhecido aparelho de nossas casas, o rádio. Mas as crianças, com idades entre 10 e 12 anos, não estudam somente seu aspecto tecnológico. Elas aprendem a prática da entrevista, da edição e da locução, tal como repórteres mirins. A iniciativa da rádio-escola é parte das atividades do Projeto Escola Viva, Comunidade Ativa, da Secretaria de Estado de Educação, (SEE), realizada em parceria com o Centro Universitário de Belo Horizonte, (UNI-BH). O Escola Viva estreita a relação entre as instituições de ensino localizadas em áreas de risco social e as vizinhanças, com cursos, oficinas e lazer orientado no contra-turno, além da abertura dos portões às comunidades nos finais de semana.

História do rádio revitalizada

“A receptividade do projeto tem sido a melhor possível, o texto das crianças é muito bom e temos a atenção das responsáveis pela escola”, afirma a professora Wanir Campelo, coordenadora de rádio e TV da UNI-BH e idealizadora da iniciativa, antes restrita a escolas particulares da capital. Os estudantes foram selecionados através de uma redação, na qual descreviam o futuro que imaginavam para si. Posteriormente, eles assistiram a uma palestra sobre os fundamentos, história e linguagem radiofônica. Com o acompanhamento de 11 estagiários de jornalismo, meninos e meninas fizeram programas curtos em que tratavam da percepção do rádio desde o início de sua transmissão no país. O trabalho deste ano, intitulado “Em Nome do Pai, do Filho e do Neto”, promoveu a pesquisa e entrevistas das pessoas de várias gerações pelos jovens jornalistas, que se utilizaram dos laboratórios da universidade. “Eles puseram a mão na massa, agora queremos que se tornem agentes multiplicadores”, ressalta Campelo. Esse passeio histórico pela programação de rádio desde a década de 20 do século passado inspirou as crianças. O resultado pode ser conferido no blog do projeto

Estudante do 6.° ano do Ensino Fundamental, Felipe Andrade de Carvalho, 12, percebeu que são necessários muita criatividade e dedicação ao trabalho: “quem ouve rádio não imagina o trabalho que é para fazê-lo”. Já Amanda Gomes de Almeida, 12, gostou de entrevistar pessoas mais velhas, (Durante a pesquisa foram entrevistados familiares de até 87 anos.) e notou mudanças na programação: “antigamente havia a rádionovela, muita música sertaneja e contação de causos”, relata. A afinidade com o meio de comunicação talvez renda uma futura estudante de jornalismo: “antes da rádio-escola já queria ser repórter, agora tenho certeza”, conclui empolgada Raniere Santos Araújo, 10, aluna da 5.ª série.


A vice-diretora Graça Ferraz destaca que o desempenho escolar entre os participantes evoluiu: “o interesse pelos estudos aumentou, assim como a interação e o diálogo entre os colegas”, diz. O projeto será ampliado para 40 estudantes em 2009, quando o assunto para os programas surgirá a partir dia-a-dia da escola. 

Rádio presente em outras escolas estaduais

Neste ano 13 outras escolas da rede estadual, integrantes do Programa de Educação Afetivo-Sexual, PEAS, em Belo Horizonte desenvolveram projetos de rádio-escola, através de parceria com a Universidade Federal de Minas Gerais, (UFMG). No interior, iniciativas semelhantes acontecem em escolas de Uberlândia, Passos, Carangola , Leopoldina e Divinópolis, dentre outras cidades.

Assessoria de Comunicação Social
Secretaria de Estado de Educação

 

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