Além de livros, cadernos e lápis, uma partitura, flautas, violões e até pianos. Foi realizada nesta terça-feira (21), no Instituto de Educação de Minas Gerias, a abertura da I Mostra dos Conservatórios Estaduais de Minas Gerais. Pela primeira vez, os 12 conservatórios estaduais de música estão reunidos em Belo Horizonte. Além de promover apresentações gratuitas, o evento é uma oportunidade para quem quer começar a aprender música. A programação conta com palestras e oficinas de percussão, iniciação à flauta doce e educação musical, dentre outras, ministradas por professores dos conservatórios. Vinculados à Secretaria de Estado de Educação (SEE), estes centros de artes e cultura atendem a 27 mil estudantes em diversas regiões de Minas. A Mostra é aberta ao público, tem entrada gratuita e será realizada até o dia 31 (confira a programacao).
O evento traz apresentações de orquestras de violões, cameratas de sopros, de cordas, big-bands, corais, chorinho e percussão, que também estarão presentes como temas de palestras e oficinas abertas a professores de séries iniciais, especialistas da educação, bibliotecários, grupos musicais de escolas estaduais, corais de órgãos públicos e demais interessados às áreas da educação. Também participam da mostra escolas que fazem parte do Projeto Escola Viva, Comunidade Ativa, do Governo de Minas. O desafio deste projeto consiste em repensar a escola, tornando-a mais aberta à participação da comunidade e mais inclusiva.
Tradição
O ensino de música em escolas no modelo de conservatórios é uma tradição em Minas Gerais. Como explica a professora Maria Eliana Novaes, subsecretária de Gestão de Recursos Humanos: “A Mostra é uma possibilidade para que outras pessoas tomem conhecimento do trabalho que os conservatórios desenvolvem. Eles foram criados há mais de cinquenta anos e Minas Gerais é o único estado que mantém este tipo de escola. Nós queremos mostrar e difundir este bom trabalho na área de formação musical.”
Localizados em cidades do interior do estado, os conservatórios geralmente só apresentavam o resultado de seu trabalho na própria região: “esta mostra é um grande ganho. Eu já trabalho há mais de 30 anos e nunca vi um evento tão grande. E não existe arte entre quatro paredes. Como os conservatórios são maioria no interior, tudo o que a gente faz, fica por lá. Então a gente recebe a Mostra como uma valorização e um reconhecimento do nosso trabalho, o que serve como incentivo aos artistas e aos aprendizes de artistas.”, conta Iracemíria da Silva, diretora do Conservatório Estadual de Música Lorenzo Fernandéz, de Montes Claros.
Para o professor de piano Tiago Caetano, do Conservatório Estadual de Música Lia Salgado, de Leopoldina, além da oportunidade de apresentar o seu trabalho, a Mostra é um importante momento de troca de experiências entre professores e alunos: “é muito importante haver este encontro para que possamos trocar idéias, conhecer o trabalho desenvolvido em outras escolas, saber o que a gente pode melhorar e o que ainda pode ser feito.”
Participantes
A Mostra conta com a presença de professores de escolas de música e conservatórios convidados, a exemplo do Centro de Formação Artística (Cefar) da Fundação Clóvis Salgado, Escola de Música da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Escola de Música da Universidade do Estado de Minas Gerais (Uemg) e Associação de Grupos Corais que, em conjunto com uma equipe da Unidade Central da Secretaria de Estado de Educação, irão compor um grupo de acompanhamento para refletir o desenvolvimento pedagógico no ensino e na formação nos campos da música. As instalações e iluminação do palco do Instituto de Educação de Minas Gerais estão sendo revitalizados para receber o evento e sediar intercâmbios em áreas da educação.