Diretores escolares também destacam os importantes repasses e investimentos da SEE/MG nas escolas, o que apoiou o desenvolvimento do trabalho do gestor

O diretor escolar é aquele que organiza e coordena todas as atividades da escola, desde o pedagógico ao administrativo. Mas além disso, é ele também que está em contato permanente com a comunidade. Em um ano tão atípico, devido a pandemia da Covid-19, os diretores das unidades de ensino da rede estadual de Minas Gerais tiveram muitos desafios e todos foram superados com maestria. Agora, com a retomada das atividades presenciais, eles estão felizes com os alunos voltando para as salas de aula e com a sensação de dever cumprido.

Nesta sexta-feira (12/11), é comemorado o Dia do Diretor Escolar e alguns destes profissionais que não mediram esforços para que os estudantes dessem continuidade ao processo de ensino e aprendizagem falam um pouco sobre a alegria de receber os alunos novamente nas escolas. Já aqueles que ainda não tiveram a oportunidade de receber seus estudantes destacam as melhorias que têm sido feitas na infraestrutura das unidades, a partir de recursos repassados pela Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (SEE/MG), e como isso ajuda no trabalho do gestor escolar.

Diretor Adão em reunião com os servidores da escola. Foto: Arquivo da Pessoal

Alegria dos alunos na escola

“Diretor gosta é de aluno na escola. A razão de uma escola são os estudantes. Foram muitos meses entrando nesse prédio e ficando só com aquele silêncio. Era uma situação triste”, destaca o gestor da Escola Estadual Vanda Reuter, em Serra dos Aimorés, Adão Cesar Coelho.

Para o diretor, nada substitui o trabalho presencial. “No presencial conseguimos dar mais apoio para o aluno, tem também a questão alimentar e de saúde psicológica. Esse retorno foi necessário e a partir dele vamos conseguir planejar para que, em 2022, todo mundo chegue ainda mais seguro”, destacou Adão.

O papel do gestor na escola neste momento de transição e adaptação foi essencial e Adão conta como realizou seu trabalho na sua escola. “Não foi fácil. Precisamos ajustar as coisas e trabalhar com muita empatia. A gente precisou de ter atenção à questão mais humana e perceber a angústia das famílias e professores. Aqui na escola, eu procurei trabalhar com muita tranquilidade. Às vezes a casa estava pegando fogo, como foi na época da onda roxa, mas sempre mantendo a tranquilidade para passar que o barco estava em segurança”.

Há 16 anos à frente da direção da Escola Estadual Maurício Murgel, em Belo Horizonte, a gestora Sônia Marinho de Resende também está feliz com a presença dos estudantes novamente no prédio escolar. “Foi um período de insegurança e tristeza, porque estávamos acostumados a conviver com a escola cheia e de repente ela está vazia. Foi um período complicado”.

Para Sônia, os diretores escolares cumpriram sua missão. “A questão do ensino remoto foi realizada da forma que deveria, com o objetivo de manter o vínculo do aluno com a unidade de ensino. E o diretor teve um papel preponderante durante todo este tempo, no sentido de preparar a escola, acompanhar o trabalho remoto, de estar à frente na busca ativa para manter o maior número possível de estudantes na instituição. Um período de muito trabalho que compensou. Mesmo distantes, tivemos um vínculo muito forte com pais, alunos e professores. Tivemos que reinventar o sentido da palavra proximidade”.

Para Sônia, os diretores cumpriram sua missão durante o Regime de Estudo não Presencial. Foto: Arquivo Pessoal

Recursos que ajudam no trabalho do diretor

Nesta gestão, uma ação muito importante e que tem ajudado no trabalho dos gestores escolares é o repasse em dia dos recursos e o investimento que tem sido feito na melhoria da infraestrutura das unidades de ensino. Para o diretor Maurilei Neves de Araújo, da Escola Estadual Elpídio Fonseca, no município de São Francisco, esse compromisso do estado é uma forma de valorizar o trabalho dos gestores. “Em 2012 entrei na vice-direção da escola e em 2016 assumi como diretor. Nunca tinha visto uma coisa dessa. Faço um plano de atendimento, solicito uma verba e ela chega. Podemos pedir aquilo que a escola precisa. Está sendo um sonho e isso é muito importante para o nosso trabalho. Te falo de olhos brilhando e boca cheia: estou muito satisfeito!”, afirma.

No seu município ainda há um decreto municipal que impede a realização das atividades escolares presenciais, por isso, os alunos estão participando das atividades de forma remota. Segundo Maurilei, seu desejo é que os alunos voltem o mais rápido possível para ver como a escola está bonita. “Os meus estudantes saíram de uma escola e vão chegar em outra. Fomos contemplados com o Mãos à Obra e o prédio está todo pintadinho, melhoramos os banheiros e estamos trocando o forro do refeitório. Está um sonho”, conta o gestor que também destaca como foi fundamental para o trabalho de sucesso, a parceria dos profissionais da escola e a participação efetiva da comunidade escolar.

Maurilei aguarda ansioso o retorno dos alunos para que possam ver as melhorias que foram feitas na escola . Foto: Arquivo Pessoal

Valorização profissional
No final do mês de outubro, o Governo de Minas publicou, no Diário Oficial de Minas Gerais atos de concessão de progressão especial para diretores de escolas estaduais. A concessão da progressão especial era uma demanda antiga dos gestores escolares. Foram contemplados 2.309 profissionais da educação que atuaram, a partir de 2013, ou ainda atuam como gestores escolares. É imprescindível que o diretor tenha exercido o cargo por três anos, ininterrupto ou não, estando sempre certificado pelo Processo de Certificação Ocupacional de Diretor Escolar.

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