
Há um ano, em 18 de maio de 2020, às 7h30 da manhã, era exibida, pela Rede Minas, a primeira teleaula do Se Liga na Educação, uma das ferramentas planejadas para compor o Regime de Estudo não Presencial, desenvolvido pela Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (SEE/MG). De lá pra cá foram muitas horas no ar, inúmeros programas, e tudo sempre preparado por uma equipe competente e dedicada à tarefa de levar aprendizado para dentro das casas dos estudantes e minimizar a lacuna da ausência das aulas presenciais durante a pandemia da Covid-19. Mas você pode estar se perguntando: Afinal, valeu a pena? A resposta é sim! Tal qual uma equação bem resolvida, os números podem comprovar.
Se considerarmos toda programação de exibição das teleaulas do Se Liga na Educação desde sua estreia, foram 2.420 aulas exibidas no programa, em 806,59 horas no ar. Já o Tira-Dúvidas – momento em que os alunos podem enviar dúvidas que são respondidas ao vivo -, alcançou 242 programas e 265,4 horas de exibição.
O alcance aos alunos em todo o estado também é ponto de destaque. No início das transmissões 230 municípios recebiam o sinal da Rede Minas, o que representava cerca de 1 milhão de alunos da rede estadual. A partir de junho do ano passado, um mês após o início da exibição, o Governo de Minas comprou mais transmissores para cidades não alcançadas pela Rede Minas, que foram distribuídos com o apoio logístico da SEE/MG, além de firmar parceria com a Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG). Com o acordo, a TV Assembleia também passou a exibir o Se Liga na Educação, fazendo as teleaulas alcançarem um número ainda maior de estudantes por meio de sinal de TV aberta. Com isso, são atualmente 379 municípios cobertos, sendo 310 pela Rede Minas e outros 79 pela TV Assembleia.
Ao todo, a apresentação das teleaulas alcança hoje mais de 1,4 milhão de alunos da rede estadual, equivalente a 82% dos estudantes. Além disso, todos os estudantes do estado podem acompanhar o Se Liga através do aplicativo Conexão Escola 2.0, que tem a navegação patrocinada pelo Governo de Minas; do site estudeemcasa.educacao.gov.br; e dos canais da Educação e da Rede Minas no Youtube, onde os programas ficam disponíveis para acesso.
Rotina de gravações
A dinâmica das gravações é intensa. A rotina começa logo cedo, quando os primeiros profissionais chegam à emissora. A equipe é dividida em dois turnos para as gravações das teleaulas, além do instante em que a transmissão é ao vivo. Neste momento, os professores realizam a interação com os alunos, tirando as dúvidas que foram encaminhadas por telefone.
O resultado de todo esse empenho pode ser visto em mais de cinco horas de conteúdo no ar, de segunda a sexta-feira, entre 7h30 e 12h30. São quase 100 profissionais da SEE/MG e da produção na Rede Minas, dentre eles professores e mediadores, envolvidos na produção do Se Liga na Educação. Além de produtores, roteiristas, designers, coordenadores, maquiadores, câmeras, técnicos e motoristas envolvidos no trabalho.
Dinâmica e aprendizado
Nesse um ano no ar, a participação dos alunos com dúvidas também sempre foi de grande relevância. Na programação diária, de 11h15 até 12h30 é o momento em que o programa é ao vivo, o “Tira-Dúvidas”, e os estudantes podem enviar perguntas. O espaço é usado pelos professores para dar mais dicas sobre o conteúdo. Uma das alunas mais participativas é Alícia Tardani Rangel, do 2º ano do ensino médio do Instituto de Educação de Minas Gerais, em Belo Horizonte. Ela conta que assiste às aulas todos os dias desde a estreia do programa, em maio do ano passado. “As aulas estão sendo um arraso para mim. Me salvou bastante na pandemia. Facilitou mais (o aprendizado)”, contou.

Ainda de acordo com a estudante, por não gostar muito de cálculo e não ter muita desenvoltura com matérias como matemática e física, o momento ao vivo é um grande auxílio. “Em relação ao meu aprendizado eu gostei bastante das aulas, os tira-dúvidas estão me ajudando bastante em questão ao aprofundamento nas matérias”.
Quem também tira proveito das teleaulas é a professora de língua portuguesa, Luciana Sanguinetti. Ela leciona na Escola Estadual Pio XII, em Presidente Kubitschek, na Região Central do estado, e afirma que sempre gostou do formato das aulas e da dinâmica dos professores, além de acompanhar todas as aulas do conteúdo que dá aula. “Quando sai a programação da semana eu já me organizo”.

Luciana diz que usa a dinâmica das aulas e acompanha com os alunos. “Eu posto nos grupos dos alunos, no momento que está acontecendo as aulas, envio o link e o tema da aula que está sendo transmitida. Aí consigo já ir trabalhando com eles as atividades do PET, tudo em tempo real. Eles vão me perguntando e vou tirando as dúvidas. Quem não pode, depois sempre me pergunta em que minuto que está a aula para poder assistir ao vídeo”, conta.
Para ela, o formato e a dinâmica têm melhorado, cada vez mais, e são muito importantes para garantir que, mesmo durante a pandemia e o impedimento das aulas presenciais, os alunos não percam o vínculo com o aprendizado. “Acho que melhorou, a tendência é melhorar mesmo, mas sempre gostei. As aulas são muito boas, tem passado o conteúdo e correspondido bem”, conclui.