Em todo o estado, estudantes receberam as apostilas de forma virtual ou impressa

Adotado desde maio deste ano, o Regime de Estudo não Presencial, implementado pela Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais (SEE/MG) devido à pandemia da Covid-19, tem como ferramenta estruturante o Plano de Estudo Tutorado (PET). Ao longo do ano, foram elaborados e entregues aos estudantes da rede pública estadual de ensino um total de sete volumes das apostilas, além do PET em comemoração aos 300 anos de Minas Gerais e o PET Final Avaliativo. Em todo o estado, estudantes receberam as apostilas de forma virtual ou impressa.
Os PETs foram disponibilizados gratuitamente e de forma mensal com atividades e conteúdos propostos de acordo com a carga horária semanal prevista de cada disciplina e ano de escolaridade, de acordo com as diretrizes da Base Comum Curricular e do Currículo Referência de Minas Gerais. Para os estudantes atendidos pelas modalidades especiais de ensino foram elaborados PETs específicos.
As apostilas foram produzidas pelos professores da rede estadual de ensino e pela União Nacional dos Dirigentes Municipais de Educação Seccional Minas Gerais (Undime-MG). A entidade auxiliou na elaboração do material voltado para a educação infantil e os anos iniciais do ensino fundamental. As universidades mineiras também participaram do processo e contribuíram na revisão dos PETs.

A subsecretária de Desenvolvimento da Educação Básica da SEE/MG, Geniana Faria, destacou a importância das parcerias para o sucesso do ensino remoto. “Foi necessário sempre aprimorar para que pudéssemos entregar aos nossos estudantes, em cada volume, um material mais consistente. Nesse sentido, foi fundamental contar com a parceria de professores que se colocaram à disposição para elaborar os PETs, com a contribuição da Undime/MG que nos ajudou muito na escrita, além da leitura crítica e da revisão feitas pelas universidades”, afirma.
Parcerias também foram feitas para a distribuição das apostilas impressas, que foram destinadas para os estudantes que não tinham acesso à internet. Com toda segurança sanitária, para que os PETs chegassem até as mãos dos alunos, as escolas contaram com apoio da Polícia Militar de Minas Gerais, das prefeituras, dos comércios e das empresas locais, dos conselhos tutelares, das equipes da saúde da família, entre outros. Toda a organização e a logística da entrega dos PETs impressos foram feitas pelos diretores de cada unidade de ensino, de acordo com a realidade de sua comunidade escolar. Os gestores escolares se empenharam ao máximo e não mediram esforços para fazer com que todos os estudantes tivessem acesso ao material.

Segundo Geniana, todas estas ações conjuntas demostraram que “o Regime de Estudo não Presencial é uma política instituída de forma muito colaborativa e feita por muitas mãos”, destaca a subsecretária.
Regime de Colaboração
As ferramentas do Regime de Estudo não Presencial foram ofertadas para todos os municípios mineiros e o uso foi facultativo. Um levantamento realizado pela SEE/MG, junto às Superintendências Regionais de Ensino (SREs), mostrou que mais de 70% dos municípios utilizaram os Planos de Estudos Tutorados em suas redes de ensino.
De acordo com Geniana Faria, o compartilhamento de iniciativas entre as redes fortalece todo o sistema público de ensino de Minas Gerais. “Este uso pelas prefeituras das ferramentas do Regime de Estudo não Presencial foi de extrema importância para que pudéssemos, a cada dia mais, nos aproximar e estabelecer o regime de colaboração”, enfatiza.
Devolução dos PETs
Em todo o estado, unidades de ensino e alunos estão se articulando e se organizando da melhor maneira para que os PETs que estão com as atividades e os conteúdos já realizados sejam devolvidos às escolas e aos professores para a conferência. Com a entrega do material com a confirmação dos exercícios desenvolvidos, os professores conseguem saber e analisar quanto o aluno evoluiu e aprendeu sobre os conteúdos trabalhados mensalmente. Além disso, as apostilas contam para o cumprimento da carga horária prevista nas matrizes curriculares.

Avaliação Diagnóstica
Durante o mês de outubro deste ano, estudantes da rede pública estadual de ensino participaram da Avaliação Diagnóstica. A iniciativa não teve o objetivo de atribuir notas aos estudantes, mas auxiliar na identificação das dificuldades de aprendizagem que precisavam ser superadas durante o Regime de Estudo não Presencial.
A ação contou com a participação de alunos do 2º ano do ensino fundamental ao 3º ano do ensino médio e foi composta de questões de cada componente curricular. Os estudantes tiveram acesso aos testes de forma on-line, via aplicativo Conexão Escola. Já aqueles que não tinham acesso à internet receberam a avaliação impressa.
Ao concluir a avaliação pelo Conexão Escola, cada estudante pode acessar os seus resultados. A partir do seu desempenho, o aluno teve a oportunidade de verificar seu Plano Individual de Estudos que indicou qual PET ele deveria consultar ou quais conteúdos do programa Se Liga na Educação, que é transmitido de segunda a sexta pela Rede Minas e TV Assembleia, ele poderia assistir para fortalecer as questões não acertadas. Os alunos sem acesso aos meios digitais também receberam seu Plano Individual de Estudos.