Exame é gratuito e as inscrições devem ser feitas pela internet

Hoje (31/5) é o último dia de inscrição para o Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja) de 2019. A iniciativa é uma oportunidade para quem não concluiu os estudos na idade adequada. Há provas para o ensino fundamental e ensino médio, e para participar basta ter a idade mínima exigida: 15 e 18 anos, respectivamente. O exame é gratuito e as inscrições devem ser feitas pela internet, no Sistema Encceja. As provas serão aplicadas em 25 de agosto, durante a manhã e tarde, em 611 municípios brasileiros.

A edição de 2019 traz algumas novidades, principalmente relacionadas à acessibilidade. Pela primeira vez, o edital tem uma versão em Língua Brasileira de Sinais (Libras), disponível no canal do Inep no YouTube. Quem já teve laudo médico aprovado em outras edições não precisa apresentar novo laudo durante a inscrição. Participantes surdos, deficiente auditivos e surdocegos devem indicar, durante a inscrição, se usam aparelho auditivo ou implante coclear.

Outra mudança é a necessidade de justificar o motivo da ausência na edição passada. A segurança também foi reforçada. O participante que deixar seu aparelho eletrônico emitir qualquer som durante a aplicação será eliminado, e todos os lanches serão revistados.

Acesse o edital e clique aqui para se inscrever.

Orientações
Para tentar a certificação no ensino fundamental, é preciso ter 15 anos completos no dia da prova. Para o ensino médio, é preciso ter pelo menos 18 anos. Maiores de 18 anos podem fazer o exame para o ensino médio direto, mesmo que não tenham completado o ensino fundamental.

Só obtém o certificado quem consegue a nota mínima exigida em cada uma das quatro provas, mais a redação. É no momento da inscrição que o participante seleciona as provas que fará. Para quem já participou de outras edições do Encceja e obteve nota suficiente em alguma das provas, basta se inscrever para aquelas que faltam. O sistema de inscrição não exibirá as áreas de conhecimento em que o participante já tenha conseguido a nota mínima em edições passadas do Encceja ou no Enem, até 2016. É também durante a inscrição que o participante escolhe a instituição certificadora, que vai emitir o diploma.

Provas
O Encceja tem quatro provas objetivas, cada uma com 30 questões de múltipla escolha, e uma redação. Para a certificação do ensino fundamental, o participante é avaliado em Ciências Naturais; Matemática; Língua Portuguesa, Língua Estrangeira Moderna, Artes, Educação Física e Redação; e História e Geografia. Para o ensino médio, as áreas avaliadas são Ciências da Natureza e suas Tecnologias; Matemática e suas Tecnologias; Linguagens e Códigos e suas Tecnologias e Redação; e Ciências Humanas e suas Tecnologias.

Certificação ou Declaração de Proficiência

A nota mínima exigida é de 100 pontos nas provas objetivas e de cinco pontos na redação. Os resultados podem ser usados de duas formas. Quem conseguir a nota mínima exigida nas quatro provas objetivas e na redação tem direito à certificação de conclusão de ensino fundamental ou do ensino médio. Quem conseguir a nota mínima em uma das quatro provas, ou em mais de uma, mas não em todas, tem direito à declaração parcial de proficiência.

O Inep elabora, aplica e corrige as provas do Encceja, mas a certificação é feita pelas Secretarias Estaduais de Educação e Institutos Federais de Educação Ciência e Tecnologia que tiverem assinado termo de adesão ao Encceja com o Inep. O participante deve escolher a instituição certificadora na qual prefere solicitar a certificação ou a declaração parcial de proficiência durante a inscrição.

Encceja

O Inep é responsável pela aplicação do Exame Nacional para Certificação de Competências de Jovens e Adultos (Encceja), no Brasil e no exterior, desde 2002. O exame visa aferir competências, habilidades e saberes de jovens e adultos que não concluíram o Ensino Fundamental ou o Ensino Médio na idade adequada. O Encceja Exterior é aplicado em parceria com o Ministério das Relações Exteriores. A aplicação para pessoas privadas de liberdade ocorre tanto no Brasil, quanto em países como o Japão, em Parceria com o Ministério da Justiça.

Com informações do Inep/MEC

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