Um gestor e um professor da rede estadual de ensino de cada Secretaria de Estado de Educação do país foram selecionados para participar do programa. Foto: Divulgação STEM TechCamp

Cinco dias de intenso aprendizado sobre como fomentar ações escolares ligadas às áreas de Ciências, Tecnologia, Engenharias e Matemática na rede pública de ensino: este é o resumo do período de 11 a 15 de fevereiro para o especialista em Políticas Públicas e Gestão Governamental Bruno Rozenberg, da Secretaria de Estado de Educação de Minas Gerais, e a professora Gabriela Gontijo, da Escola Estadual Coronel Carneiro Júnior, do município de Itajubá, que foram selecionados para a edição 2019 do programa STEM TechCamp Brasil.

O programa é uma iniciativa da Embaixada dos EUA no Brasil em parceria com o laboratório de Sistemas Integráveis Tecnológico (LSI-TEC) e apoio da Escola Politécnica da Universidade de São Paulo (Poli-USP) e do Grupo +Unidos e tem o objetivo de estruturar uma rede de multiplicadores formada por gestores das secretarias estaduais de educação de todo o país e líderes de ações escolares com potencial e liderança para articular e aprimorar projetos existentes de Ciências, Tecnologia, Engenharias e Matemática (STEM, na sigla em inglês). Além disso, também visa incentivar a elaboração e implementação de novas ações voltadas à aprendizagem ativa de conteúdos relativos às respectivas áreas do conhecimento nas redes públicas de educação básica do Brasil.

Para isso, o encontro contou com atividades conduzidas pela equipe do STEM TechCamp de Washington (EUA), palestras com líderes educacionais e de empreendedorismo, discussões em grupo, construções coletivas e dinâmicas por meio da técnica Design Thinking, oficinas e, entre outras ações, a elaboração da primeira versão das propostas de planejamentos estratégicos para implementação nas comunidades escolares das Secretarias representadas.

Bruno Rozenberg e Gabriela Gontijo, da SEE, durante atividades do STEM TechCamp. Foto: Bruno Rozenberg (SEE/MG)

Para o especialista em políticas públicas e gestão governamental Bruno Rozenberg, a participação no STEM TechCamp Brasil foi muito produtiva, principalmente em função da troca de ideias experiências proporcionada pelo programa. “Gostei muito porque vimos o que já existe em outros estados, discutimos sobre projetos e ações que já dão certo e outros que podem ser muito efetivos, foi um momento de compartilhar informações, e isso foi muito proveitoso. Pudemos escolher os temas de algumas oficinas, que variavam entre a prática e a gestão, conhecemos projetos de alunos que já participaram de grandes feiras de ciência, enfim, foi uma extensa programação de muito conhecimento. Acredito que vamos cumprir o papel de multiplicar essas possibilidades, principalmente por meio de plataformas gratuitas de ensino à distância que foram apresentadas, como uma disponibilizada pela Febrace em parceria com a USP”, disse Bruno, que já visualiza uma parceria com a Escola de Formação e Desenvolvimento Profissional de Educadores da SEE para disseminar o conhecimento adquirido no programa.

De acordo com Bruno, as oficinas podem gerar resultados de duas formas: de um lado, pelo professor que pode utilizar do conhecimento para promover atividades pedagógicas dentro da escola. De outro, pelo gestor, que tem a possibilidade de trabalhar o tema de uma forma mais ampla e elaborar, por exemplo, uma grande feira com projetos ligados a Ciências, Tecnologia, Engenharia e Matemática. “A formação do programa é multidisciplinar e permite que o conteúdo seja aproveitado por todos os profissionais participantes”, afirmou.

Ao longo do ano, os participantes terão acesso à plataforma de comunicação das redes STEM TechCamp Brasil pra troca de experiências e suporte à distância com especialistas e profissionais da Embaixada dos EUA, do LSI-TEC, da POLI-USP e do Grupo +Unidos, que reúne diversos profissionais de empresas americanas instaladas no Brasil. Todos receberam certificado de participação e tiveram as despesas de transporte, hospedagem e alimentação custeadas pela Embaixada dos EUA no Brasil.

O EPPGG Bruno Rozenberg e a professora Gabriela Gontijo com seus certificados de participação no STEM TechCamp. Foto: Bruno Rozenberg (SEE/MG)

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