Minas Gerais está caminhando para a universalização do ensino médio e chegará a 2006 com 1 milhão de matrículas. Assim, Minas sai na frente dos demais estados brasileiros, já que a meta da universalização, estabelecida pelo Plano Nacional de Educação, deve ser atingida em 2010. Apenas para este ano, a Secretaria de Estado de Educação (SEE) está abrindo 58 mil novas vagas. Porém, a SEE não quer apenas incluir os alunos e sim investir na qualidade da educação, por isso, no dia 18, lança o Projeto Escolas-Referência, com o I Encontro Estadual Projeto Escolas-Referência, de 8h30 às 18 horas, no Minascentro – Av. Augusto de Lima, 785.
O objetivo é desenvolver ações que busquem a reconstrução da excelência nas escolas públicas da rede estadual. O Encontro vai reunir 1.600 professores e especialistas de 340 escolas que podem participar do processo seletivo para escolha das 220 que farão parte do projeto este ano. Elas terão um importante papel social, dando contribuições para a melhoria da qualidade do ensino em Minas Gerais, pois serão referência, ajudando a multiplicar os valores.
Há critérios para que as escolas possam participar do projeto. Alguns deles são: a escola deve estar localizada em municípios com mais de 30 mil habitantes, ter mais de mil alunos no ensino médio, possuir experiência significativa, atual ou na história da educação mineira, na área pedagógica ou de gestão escolar.
O Escolas-Referência prevê a capacitação dos professores e gestores escolares; investimento infra-estrutura das escolas e adquirir equipamentos, montar bibliotecas para alunos do ensino médio e salas ambientes de física e química e discussões sobre a atualização do currículo do ensino médio.
Jovens e adultos
Minas já garante vaga no ensino médio para os concluintes do fundamental. Agora, o Estado quer atender aos alunos que abandonaram os estudos. Em 2004, a oferta de vagas para o ensino médio será ampliada para 855 mil matrículas.
Para a educação de jovens e adultos, a Secretaria de Educação já autorizou a abertura de turmas que irão atender a 7.490 alunos no ensino fundamental e mais 18.984 no ensino médio, mas este número deve mudar porque a procura de vagas aumenta no início do ano e a demanda real deve ser definida no final de março.
Essas novas turmas trabalharão com uma proposta pedagógica diferenciada para atender o jovem trabalhador, acima de 15 anos. A carga horária está sendo discutida. Pretende-se adotar a conclusão do ensino fundamental em três anos e a do ensino médio em dois.
De acordo com dados do IBGE, a população escolarizável de 15 a 17 anos soma 1,1 milhão de pessoas. Deste total, 90% está na escola, sendo 52% no ensino médio e o restante no fundamental, com defasagem de idade-série.
SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO
ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL