Rei de Ifé, da Nigéria (Foto: Eric/ACS-SEE)

Cerca de 300 pessoas, entre professores das redes estadual e municipal de educação, participaram, na última sexta-feira (15/06), da conferência “Narrativas Afrodiaspóricas: experiências literárias de resistência”, realizada no auditório da Escola Superior Dom Hélder Câmara, em Belo Horizonte. Promovido pela Secretaria de Estado de Educação (SEE), o evento fez parte da programação da visita do Rei de Ifé, da Nigéria, Oba Adeyeye Enitan Ogunwusi, em Minas Gerais.

A conferência contou com a presença do professor nigeriano Kola Abimbola; da escritora brasileira Conceição Evaristo; e da educadora e ex-secretária de Estado da Educação de Minas Gerais, Macaé Evaristo.

  Rei recebe “Selo Afroconsciência” (Foto: Eric/ACS-SEE)

A abertura ficou por conta do rei de Ifé, da Nigéria, Oba Adeyeye Enitan Ogunwusi, como parte da programação do seminário. Já na chegada da comitiva nigeriana, a majestade real de Ifé chamou atenção de todos com o ritual para sair do carro oficial. Tambores, cantos e danças africanas pareciam avisar: abram caminho, sua majestade chegou. O movimento refletiu até no trânsito na região hospitalar, no bairro Santa Efigênia, que ficou parado por alguns minutos.

 Rei recebe “Selo Afroconsciência” (Foto: Eric/ACS-SEE) 

Em seu discurso, o rei de Ifé destacou a importância do meio ambiente e de sua preservação para a humanidade e saudou a todos, principalmente aos descendentes afro-brasileiros que estudam a legislação ambiental. “É uma grande honra estar aqui e pode participar deste encontro, saúdo a todos e à Secretaria de Estado de Educação pela dedicação e estafe desta visita”, comenta.

O rei Oba Adeyeye recebeu das mãos da superintendente de Modalidades e Temáticas Especiais de Ensino da SEE, Iara Pires Viana, o “Selo Afroconsciência”, que reconhece pessoas que desenvolveram estratégias pedagógicas de valorização da cultura afro-brasileira no currículo, de forma transversal e permanente.

O chefe de gabinete da SEE, Hercules Macedo, saudou e deu as boas vindas aos professores presentes e ressaltou a importância de promover momentos como este. “Aqui saudamos o registro de uma política implementada pela Secretaria de Educação de combate ao racismo e à descriminação racial no centro da política de educação do estado. Este momento tem tudo a ver com o grande esforço feito pela pasta”, afirma.

 Comitiva da SEE recebe rei. (Foto: Eric/ACS-SEE)

Mediada pela professora Shirley Miranda, do Núcleo de Ações Afirmativas da UFMG, a mesa seguiu com a participação do professor nigeriano Kola Abimbola, PhD em Filosofia e Direito Penal. O educador nigeriano agradeceu a todos e disse que se sente honrado em participar da conferencia, além de descrever como funcionam os aspectos educacionais africanos. Ele falou de suas concepções sobre a África e defendeu a ideia de que o “culto aos orixás está mais presente no mundo do que muitos podem ou querem perceber e que as divindades negras também têm muito a ensinar”, refletiu.