Amigos reunidos, histórias na ponta da língua e um lanche compartilhado. O lazer e a diversão parecem dar o tom do momento descrito, mas, na verdade, se trata da do I Encontro do Clube de Leitura da Escola Estadual Martin Cyprien, em Divinópolis, Território Oeste de Minas, realizado no dia 10 de maio.
A atividade foi planejada com o objetivo de contribuir para a aprendizagem dos alunos do Ensino Médio, tendo em vista a importância do desenvolvimento da leitura para o desempenho dos estudantes em todas as disciplinas que compõem o currículo. A iniciativa é fruto de uma atuação em conjunto da professora para ensino do uso da biblioteca Flávia Cardoso, da docente Nina Cordeiro, que leciona Língua Portuguesa, e dos supervisores pedagógicos Camila Cristina Damasceno e Eduardo Tavares.

“Além da ampliação dos horizontes e do desenvolvimento cognitivo proporcionados pela leitura, o projeto promove interações sociais importantes, enriquecidas pelos comentários, pelas dúvidas e pelas impressões manifestadas pelos estudantes nos encontros literários”, comenta Carlos Alberto Inácio dos Santos, diretor da Escola Martin Cyprien.
Encontro com as letras
Para a realização do evento, um espaço da escola, sob a sombra das árvores, foi preparado com uma ambientação especial. O autor escolhido para a discussão, neste primeiro encontro, foi Nicholas Sparks. “É um escritor muito conhecido entre os jovens estudantes do Ensino Médio e, oportunamente, temos muitos livros de sua autoria disponíveis em nossa biblioteca”, explica o supervisor Eduardo.
Inicialmente, foi feita uma introdução com considerações sobre a obra “O Menestrel”, de Shakespeare. A professora e contadora de histórias Nina Cordeiro interpretou trechos da obra e comoveu muitos dos presentes. Em seguida, os alunos se organizaram em uma roda de conversa e trocaram impressões sobre os livros, sobre o autor Nicholas Sparks e sobre partes dos textos que os sensibilizaram.
O ambiente do encontro foi preparado com muito esmero pelos auxiliares de serviços de educação básica (ASB) da escola. Eles se envolveram tanto na proposta que acabaram sendo convidados a participarem do próximo encontro como leitores.
“O evento foi muito proveitoso. A ideia de promover este Clube de Leitura surgiu de uma orientação que recebi da Superintendência Regional de Ensino no ano passado, com a sugestão de pensarmos na melhor maneira de cultivar hábitos de leitura entre nossos alunos”, revela a supervisora Camila Cristina Damasceno.
“A escola colocou a proposta em prática de maneira muito enriquecedora do ponto de vista pedagógico. Os ganhos que os alunos participantes terão com o projeto não dizem respeito apenas ao desenvolvimento intelectual e às referências culturais que eles acessam, mas também à socialização que o Clube possibilita”, afirma Vitória Porto, analista educacional da SRE Divinópolis que participou do encontro.

Dicas para organização escolar de um Clube de Leitura
É interessante preciso delimitar a faixa etária dos alunos que participarão do Clube. O ideal é refletir sobre qual o melhor momento da vida escolar para a promoção da atividade, visando resultados satisfatórios e de acordo com a intencionalidade pedagógica estabelecida.
Pensar no tamanho do grupo de leitores é essencial. Um grupo pequeno demais pode resultar em debates de pouca duração, mas, em contrapartida, grupos muito grandes tornam impossível que todos apresentem e desenvolvam com liberdade seus posicionamentos.
O local de encontro do Clube é fator preponderante para que a ação em grupo se torne agradável. Realizá-la em um espaço sugestivo, como uma biblioteca, é um estímulo a mais para que o aluno adentre no universo dos livros. Fora essa opção, é possível também fazer uso de novas tecnologias digitais para formar um clube virtual, que funcione como um ambiente de discussão, seja por skype, hangout, snapchat, whatsapp ou outras redes sociais de conversação instantânea.
O livro ou o autor a ser selecionado para leitura deve estar no centro dos interesses de todos. Para não desencorajar a participação na empreitada, o ideal é que seja uma obra que dialogue com o momento da vida em que se encontram os estudantes.
Por Andreia Mendes