Atividades visam estimular nos estudantes o exercício da cidadania e formação de multiplicadores de medidas preventivas contra o mosquito

Os alunos das Escolas Estaduais Antônio Gonçalves de Matos e Halim Souki, de Divinópolis, no Território Oeste, entraram, com muita empolgação, na competição cidadã da Gincana Estudantil Contra o Mosquito Aedes aegypti. As atividades são fruto de uma parceria entre a Superintendência Regional de Ensino de Divinópolis e as Secretarias Municipais de Saúde e Educação da cidade.
O objetivo pedagógico do projeto foi tornar a participação dos estudantes um exercício de cidadania, uma vez que eles devem atuar como multiplicadores de medidas preventivas e educativas contra o processo de proliferação do mosquito Aedes. As atividades realizadas no âmbito da Gincana envolvem os alunos em sala de aula e também em ações extraclasse, com a participação das comunidades escolares.

Foto: Divulgação SRE Divinópolis

Cumprindo uma das tarefas da Gincana, os alunos levam às escolas possíveis criadouros do mosquito, como garrafas pet, pratinhos de plantas, latas, baldes, tambores, entre outros materiais. “Todo o material é recolhido com o consentimento dos pais e demais membros da comunidade. Para completar este ciclo de cidadania, o serviço de Vigilância em Saúde de Divinópolis recolhe os objetos nas escolas e dá aos mesmos a destinação correta, além de creditar aos alunos os pontos correspondentes à ação no contexto da Gincana”, explica a diretora da Escola Estadual Antônio Gonçalves de Matos, Aparecida Fonseca Sousa.

Mobilização da comunidade

Com o intuito de sensibilizarem as populações nos bairros que circundam as escolas, ambas unidades de ensino realizaram caminhadas pelas ruas da cidade. Os alunos elaboraram cartazes e faixas, distribuíram panfletos e conversaram com os moradores explicando a proposta da Gincana e convencendo-os a colaborarem no recolhimento de materiais descartados incorretamente e que podem acumular água.

“A dengue e as demais doenças transmitidas pelo mosquito aedes são um tema de saúde pública e, portanto, de grande relevância para a abordagem escolar. As oportunidades de aprendizagem a partir das discussões propostas pela Gincana são muitas e podem ser desenvolvidas por meio de pesquisas, debates e trabalhos em grupo, por exemplo”, comenta a diretora da Escola Estadual Halim Souki, Rosimar Guimarães.

Foto: Divulgação SRE Divinópolis

O assunto também pode ser discutido a partir de subtemas, distribuídos de acordo com o ano de escolarização dos alunos, abordando maneiras usadas para combater o mosquito no Brasil e em outros países; doenças relacionadas aos vírus zika, dengue, chikungunya e suas formas de transmissão; etc. “É um problema que se encaixa bem nos parâmetros curriculares, sendo capaz de promover uma aprendizagem contextualizada em relação aos desafios que nosso país enfrenta”, afirma a diretora Aparecida Fonseca.

Para além das aprendizagens curriculares, ambas diretoras concordam que a Gincana ajuda a integrar as escolas às suas comunidades, suscitando entre os alunos os sentimentos de dever e responsabilidade em relação ao bem-estar da coletividade. “Os estudantes envolvidos são incentivados a cobrarem em casa atitudes preventivas e de combate ao mosquito Aedes, multiplicando o senso de cidadania que movimenta a Gincana”, finaliza a diretora Rosimar.

Por Andreia Mendes