A partir desta segunda-feira, dia 12, a Secretaria de Estado de Educação inicia a seleção das 200 instituições de ensino que participarão da primeira etapa do Projeto Escolas-Referência. O projeto prevê investimento para que as escolas desenvolvam ações para a reconstrução da excelência do ensino público. No dia 16, os resultados da seleção serão divulgados. Neste ano, o Estado vai investir R$ 18 milhões.

Foram estabelecidos critérios para a inscrição e, por isso, 340 escolas puderam se candidatar. Estas escolas estão situadas em 109 municípios mineiros que têm mais de 30 mil habitantes. Eles abrangem um total de 11 milhões de habitantes, o que corresponde a 65% da população mineira e 22% do alunado. Também é necessário que as escolas tenham mais de mil alunos no ensino médio, possuam experiência significativa, atual ou na história da educação mineira, na área pedagógica ou de gestão escolar.

A seleção das 200 instituições levará em consideração o percentual de adesão dos professores ao projeto e aprovação da comunidade escolar em participar. Para favorecer a troca de experiências, cada escola selecionada deve se associar a outra escola para compartilhar os benefícios e conhecimentos adquiridos com o projeto.

PDPI

Após a seleção, as instituições que irão participar do projeto Escolas-Referência deverão elaborar, com a participação da comunidade, o Plano de Desenvolvimento Pedagógico e Institucional (PDPI), um instrumento que ajudará a elas alcançarem os objetivos propostos.

No PDPI, a escola vai programar um conjunto de ações voltadas para a melhoria da organização e do funcionamento, conforme sua proposta pedagógica. Alguns aspectos fundamentais estarão presentes nos planos. Entre eles, os processos de gestão, revisão curricular e formação docente.

A comunidade escolar vai expressar os compromissos básicos dos gestores, dos educadores e de toda a comunidade em relação à escola; traduzir as expectativas da comunidade em relação à educação e explicitar as necessidades e demandas da instituição. Assim, serão levadas em conta as necessidades formativas dos alunos, os desejos da comunidade escolar, as condições atuais em que se encontra a escola e as possibilidades de mudanças.

O plano deve ter uma ação integrada da escola, da Secretaria de Educação e da comunidade. A escola define o programa de trabalho: o que quer realizar, como fazer, com que objetivos. A secretaria assegura o apoio e os meios para que o plano de trabalho da escola se viabilize, garantindo recursos de infra-estrutura e preparação dos profissionais necessários à implementação da nova proposta pedagógica. Da comunidade vem o apoio das pessoas e instituições, por meio de parcerias para o desenvolvimento da instituição.

Para auxiliar na elaboração do PDPI, a Secretaria de Educação criou um sistema de apoio e orientação às escolas. As Superintendências Regionais de Ensino darão uma assistência mais direta às escolas e vai capacitar diretores e especialistas das escolas para que eles possam compreender a lógica do plano, sua metodologia e estratégias de elaboração.

SECRETARIA DE ESTADO DE EDUCAÇÃO
ASSESSORIA DE COMUNICAÇÃO SOCIAL