Secretário Adjunto de Estado de Educação, Wieland Silberschneider, ficará a frente da pasta

A professora Macaé Evaristo encerrou nesta quarta-feira (31/01) um ciclo à frente da Secretaria de Estado de Educação. A gestora assumiu a pasta em janeiro de 2015 e desde, então, desenvolveu um trabalho pautado na inclusão, na diversidade e na equidade. Wieland Silberschneider, então secretário adjunto, assume a pasta.

“A nossa vida é feita de encontros e despedidas, mas temos sempre um elemento comum que é a luta pela garantia do direito à educação, a crença de que é possível educar as pessoas e acreditar no ser humano e na justiça”, ressaltou Macaé.

A reunião de transição do cargo contou com a participação de subsecretários, superintendentes e diretores da Secretaria de Estado de Educação, além de muitos outros servidores da casa, e de representantes do Movimento Estudantil, do Movimento Negro e estudantes da Educação do Campo.

Reunoão foi realizada nesta quarta-feira. Foto: Geanine Nogueira ACS/ SEE

Além da manifestação de servidores, que reconheceram o trabalho e o legado da secretária Macaé não só para a Educação, mas para os trabalhadores do setor, a reunião contou com depoimentos de pessoas que foram beneficiadas com as ações de inclusão e de redução das desigualdades educacionais, um dos focos de atuação da gestão. A aluna de licenciatura do campo da Faculdade de Educação da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), Andréa Campos, agradeceu Macaé Evaristo. “As ações realizadas durante sua gestão possibilitou a nossa maior inserção na faculdade. Vamos levar os conhecimentos adquiridos para a nossa comunidade, porque lá têm diversas pessoas que nunca tiveram a oportunidade de frequentar os bancos escolares”.

O secretário Adjunto de Estado de Educação, Wieland Silberschneider, que assume a pasta, destacou que “não estamos encerrando um momento, mas sim iniciando uma nova caminhada. Macaé reverteu a precarização que a educação viveu ao longo de anos, conseguiu nomear 50 mil trabalhadores, coisa que não tinha acontecido nos últimos anos, conseguiu também implantar o cumprimento do piso nacional do magistério mesmo com as dificuldades que a crise nos impõe e começou de fato a implementar uma política de educação integral no Estado”.

Avanços 

Ao assumir a gestão, Macaé Evaristo criou a Campanha Afroconsciência, que tem o objetivo de fomentar, por meio de diferentes iniciativas, ações nas unidades escolares para a superação do preconceito racial, na busca pelo reconhecimento e valorização da história e da cultura dos africanos na formação da sociedade brasileira, além de iniciativas que enfrentem o racismo e promovam a igualdade racial no âmbito educacional no Estado.

Secretário Adjunto de Estado de Educação, Wieland Silberschneider, ficará a frente da pasta. Foto: Geanine Nogueira ACS/SEE

Também foi assinado um acordo histórico entre o Governo de Minas e os representantes dos trabalhadores da educação, que foi transformado na Lei nº 21.710/2015. Os reajustes salariais concedidos aos educadores por esta gestão representam um aumento de 46,75% na remuneração dos professores da rede estadual. Além disso, durante os três anos de gestão, foram 50.457 novos servidores nomeados e 40.498 servidores da educação aposentados. Quando assumiu a SEE, Macaé Evaristo, encontrou um passivo de aposentadoria herdado em gestões anteriores.

No campo pedagógico, foi criada a Virada Educação Minas Gerais (VEM), que escutou jovens e professores de todo o Estado e realizou um chamado àqueles que deixaram de estudar e queriam retornar aos estudos.

A Educação Integral e Integrada também recebeu uma atenção especial da secretária. Desde 2015, o número de estudantes atendidos nessa iniciativa cresceu 50% e a proposta é ampliar ainda mais a ação. No final de 2014, eram 102 mil e hoje esse número já chega a 150 mil alunos, em cerca de 2 mil escolas . Em 2017, a Educação Integral começou a ser uma realidade em 44 escolas de Ensino Médio de Minas Gerais, atendendo a cerca de 9 mil alunos. Em 2018, mais 36 escolas participarão da iniciativa. 

Em escolas que ofertam o Ensino Médio também foram implantados iniciativas com foco na iniciação cientifica. Foram selecionados projetos que fazem parte dos eixos “Núcleo de Pesquisa e Estudos Africanos, Afrobrasileiros e da Diáspora – Ubuntu/Nupeeas” e “Territórios de Iniciação Científica (TICs)” no ensino médio da Rede Estadual de ensino. Ao todo, foram selecionados 127 projetos de autoria de estudantes e professores - 94 que fazem do eixo de pesquisa Ubuntu/Nupeaas e 33 que integram os TICs, que formarão coletivos de pesquisa em escolas estaduais.

Reunião contou com a participação dos alunos de Licenciatura em Educação do Campo da UFMG. Foto: Geanine Nogueira ACS/SEE

Foi nos três anos de gestão de Macaé Evaristo que foram instituídas as Diretrizes para a Organização da Educação Escolar Quilombola e criada a Comissão de Educação Escolar Indígena