Objetivo do encontro foi situar o momento político e fazer um balanço dos desafios a serem enfrentados

Em reunião realizada na última quinta-feira (7/12) pelo Fórum Mineiro de Educação Infantil (FMEI), a secretária de Estado de Educação, Macaé Evaristo, falou sobre política e Educação Infantil em Minas Gerais e no Brasil. “A gente vive em uma conjuntura muito adversa, porque a democracia está ameaçada e quando o estado de direito está ameaçado, as crianças e as mulheres que são as primeiras vítimas. A aprovação da emenda constitucional 95, de 2016, que congela investimento para a educação, por exemplo, traz uma perspectiva muito perversa para a educação infantil”, declarou.

O objetivo do encontro foi situar o momento político e fazer um balanço dos desafios a serem enfrentados, nacionalmente e em Minas Gerais, na defesa do direito à Educação Infantil, definindo, para tanto, prioridades e uma agenda de trabalho juntamente com os Fóruns Regionais de Educação Infantil de Minas Gerais.

Reunião foi realizada na última sexta-feira (07/12). Foto: Geanine Nogueira ACS/SEE

A secretária Macaé Evaristo também apontou os gargalos que a Educação Infantil enfrenta nos dias atuais. “Na Educação Infantil, uma das grandes dificuldades é a infraestrutura. Temos muitos municípios em Minas Gerais onde vemos atendimentos de creche e pré-escola em unidades educacionais improvisadas. Precisamos de um financiamento para suportar a construção de unidades. Também temos que pensar e aprofundar a discussão sobre oferta de qualidade, essa pauta é bastante importante e está fortemente ligada a uma agenda de financiamento da formação dos profissionais. E nesse momento de conjuntura adversa, um Fórum atuante se faz ainda mais importante”, conclui.

Também participaram da mesa de debate, a assessora da Secretaria de Estado de Educação Maria da Glória Giudice e o Deputado Patrus Ananias.

Fórum

O FMEI foi criado em 1998 por setores da sociedade civil, organismos governamentais e não governamentais, conselhos e outros agentes sociais que reconheceram a importância de se constituir um espaço de mobilização, de veiculação de informações e de reivindicações no qual pudessem protagonizar políticas comprometidas com a infância e seu direito à educação de qualidade. São três frentes de ação: Mobilização, Informação e Formação.