A secretária reafirmou seu entendimento da Educação como um ato político que deve ter sempre compromisso com os oprimidos

A Secretária de Estado de Educação, Macaé Evaristo, representou o governador Fernando Pimentel na sessão promovida pela Comissão de Educação, Ciência e Tecnologia da Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG), nesta quarta-feira (21/9), durante homenagem ao educador Paulo Freire. Na ocasião, a secretária disse ser a educação um ato político e que deve se compromissar com os oprimidos. “Vivemos em uma sociedade desigual, que se instituiu sobre o racismo e machismo. Por isso, devemos sempre nos perguntar a favor de quem estamos fazendo esta educação”, afirmou Macaé.

A reunião, que atendeu a requerimento do deputado Rogério Correia (PT), em virtude da comemoração da Semana Paulo Freire em Belo Horizonte, se transformou em um ato em defesa de uma educação plural, inclusiva e democrática. “Reforçar o legado de Paulo Freire é importante neste momento de crescente intolerância no País e no mundo. Essa ideia de escola sem partido é um exemplo disso, como se as pessoas e escolas pudessem não tomar partido, não estar ao lado de algo”, criticou o deputado Rogério Correia.

A deputada Celise Laviola (PMDB), presidente da comissão, defendeu a liberdade do debate no ambiente escolar. “Não vivemos sem política, ela é o que nos move. Precisamos manter e valorizar os bons políticos”, emendou. Também participou da encontro, o membro da Associação de Pedagogos de Cuba, Mariano Alberto Isla Guerra, que está em Belo Horizonte para participar da programação da Semana Paulo Freire.

Pedagogia crítica

Paulo Reglus Neves Freire nasceu em Recife (PE), no dia 19 de setembro de 1921, e morreu em São Paulo (SP), no dia 2 de maio de 1997, sendo um dos principais expoentes do movimento denominado pedagogia crítica.

Por lei federal, é o patrono da educação brasileira. Ele propôs uma nova prática didática, voltada sobretudo à alfabetização dos mais pobres, na qual o estudante se transforma no protagonista do processo, traça seu próprio caminho e adquire consciência política.

Ao mesmo tempo em que servia de inspiração para professores na América Latina e na África, Paulo Freire foi perseguido pela Ditadura Militar, preso e exilado. Foi no Chile, em 1968, que ele escreveu sua principal obra: "Pedagogia do Oprimido".

Com informações da Assessoria de Comunicação da ALMG