Ação envolveu estudantes e profissionais de escolas estaduais que atendem unidades socioeducativas em BH

Jovens em cumprimento de medida socioeducativa estudantes das escolas estaduais Jovem Protagonista e Aurino Morais, em Belo Horizonte, tiveram uma atividade diferenciada no último dia 24, e em um local inusitado. Alunos, agentes socioeducativos e professores das escolas estaduais que atendem unidades de internação de Belo Horizonte e Região Metropolitana se reuniram, no Centro de Educação Ambiental Centro-Sul, situado no Parque Professor Amilcar Vianna Martins, no bairro Cruzeiro, para o primeiro Encontro de Educação Ambiental Assistida por Animais.

Trata-se de um Programa Educativo Socioambiental, desenvolvido pelas secretarias de Estado de Educação (SEE) e de Segurança Pública, por meio da Subsecretaria de Atendimento Socioeducativo (SESP/SUASE), em parceria com a Secretaria Municipal de Meio Ambiente e a Fundação de Parques Municipais da Prefeitura de Belo Horizonte, com o apoio do programa de extensão “Nas Trilhas da FUMEC” (Universidade vizinha ao Parque).

O trabalho é fruto de uma reunião intersetorial, ocorrida no mesmo local, em 7 de junho deste ano, na qual participaram especialistas e professores dessas escolas, pedagogos das unidades de internação, analistas das Superintendências Regionais de Ensino (SRE) Metropolitanas e de representantes da SEE e SESP/SUASE.

Culminância do encontro aconteceu no mirante do Parque com os alunos das unidade socioeducativas participantes da atividade. Foto: Divulgação

Na manhã do dia 24/7, o acolhimento e a vinculação mútuos foram iniciados por meio de um trabalho de elaboração da própria identidade e da dos demais participantes, a partir dos nomes próprios de cada um, de suas histórias e de seus significados.

A educadora ambiental Laiena Dib conta que, após visita ao reservatório de água presente no Parque, o animal símbolo escolhido para suscitar a reflexão compartilhada foi um pequeno peixe de rio, discretamente ocupando o fundo de um aquário. “Muitos integrantes não haviam percebido o animalzinho, mesmo após convite direto para observar de perto o aquário, pois o comportamento do peixe, bem como o padrão de coloração e a disposição no ambiente, representam um desafio à sua observação. Só quem se abaixava em frente ao móvel sobre o qual o aquário fora colocado é que conseguia um ponto de vista propício”, relatou Laiena.

A partir de tal provocação, o grupo concluiu que a verdadeira postura do aprendiz (educador e educando) é a da humildade. “Interiorizada tal atitude, as perspectivas se abrem, tal como ocorreu na culminância do evento, no mirante do Parque”, completa a educadora.

Para Laiena Dib e as outras educadoras ambientais que acompanharam a atividade, Nilza Cendon e Renata Silvino, essa atividade integrativa “origina diversas ações ambientais das quais os jovens poderão participar ativamente, a partir de vivências sensibilizadoras para o contato consigo e com o próximo, com os outros seres vivos, com os elementos naturais e o mundo”.

De acordo com Poliana Leal, da coordenação de Educação em Direitos Humanos da SEE, a iniciativa foi muito positiva, tanto para os alunos quanto para os profissionais que participaram, e outros encontros devem ser realizados com as equipes dessas escolas.