Alunos do Ensino Médio apresentaram projeto de mídias desenvolvido pelos próprios estudantes na Escola Estadual Dr. Mariano da Rocha
O projeto intitulado “Jornal Mariano da Rocha: instrumento de educação, participação, cidadania”, elaborado e executado por equipe de alunos do Ensino Médio, da Escola Estadual Dr. Mariano da Rocha, de Teixeiras (Zona da Mata), conquistou o 2º lugar na feira de ciências VI Conhecer-Feira de Ciências e Tecnologia-UNIVIÇOSA, ocorrida em junho. É a quarta que vez a escola é premiada na Feira de Ciências. Em 2012, ela conquistou o 1º lugar com o Projeto “Lições de Ética”. Em 2013 e 2016, ficou em 2º lugar com os temas “Pequenos Gestos: Um diferencial na vida das pessoas” e “A Compostagem no contexto escolar.”
A apresentação do projeto de 2017 ficou a cargo dos alunos do 3º Ano Caroline Stéfani Martins Leite, Julio Cezar Pereira Filho e Mariana Fátima de Araújo, orientados pelas professoras Maria Amélia Faria Fialho Machado e Angélica das Graças Saraiva Souza Ferreira. Os vencedores do trabalho receberão bolsas de estudos com 50% de desconto para cada aluno nos cursos de Nutrição (Caroline), Administração (Júlio), e Fisioterapia (Mariana), além de medalhas e certificados. As professoras foram premiadas com um notebook e a escola com um projetor multimídia.

A ideia de mídia surgiu de um grupo de alunos da escola que pretendia incentivar a gestão participativa e, ao mesmo tempo, promover e divulgar iniciativas dos alunos e da comunidade escolar. Segundo a diretora Maria Amélia Fialho Monteiro, ela foi procurada pelo grupo, no ano passado, que queria criar um grêmio escolar. A forma encontrada para atrair, de forma participativa, os demais colegas seria a elaboração de um jornal em três formatos: impresso, online e mural.
A partir dessa ideia, sob a orientação de professores da escola, foi formada uma equipe para pesquisar sobre cada um dos formatos dessas mídias, seus possíveis impactos na comunidade escolar, benefícios, além de uma sondagem da preferência de conteúdos entre os prováveis leitores.
Os jovens estudaram algumas bibliografias sobre o assunto, visitaram a redação de um jornal regional para conhecer seu funcionamento e sua dinâmica, onde receberem orientações técnicas e sugestões de escrita, número de páginas, design, textos, ilustração e formato de fotos, entre outras informações. Eles também buscaram patrocínios e, através do jornal mural, resumiram as sugestões de conteúdos recolhidas entre os colegas partindo de três princípios: “Eu proponho uma escola com participação juvenil, que valorize a cultura do aluno; a leitura e escrita como instrumento primordial para o exercício da cidadania; o uso responsável da mídia e o protagonismo juvenil. Eu critico: a falta de instrumentos pedagógicos que promovam o envolvimento dos alunos; uma escola sem gestão participativa com currículo descontextualizado dos saberes do aluno; o analfabetismo funcional e a alienação; a promoção da violência e do isolamento social via redes virtuais. Eu felicito: a interação entre discentes e docentes no fortalecimento da gestão participativa; a autonomia dos discentes na implementação de projetos pedagógicos; uma sociedade que valorize a leitura e saiba se expressar pela escrita; ambiente escolar reinventado, que promova a iniciativa juvenil”.
Baseado nesses resultados, circulou em novembro o primeiro número em formato impresso e também online. “Os conteúdos falavam de atividades esportivas e culturais promovidas pela escola e pelo próprio jornal, protagonismos de participação da comunidade escolar, entrevistas com educadores, entre outros assuntos”, conta a diretora. O jornal online promoveu o “Canta Teixeira”, um festival musical virtual, onde se apresentaram os talentos da escola, com amplo apoio de toda a comunidade. “O sucesso foi tamanho que o programa se tornou um festival de talentos, realizado em 15 de julho, na própria escola e extrapolou seus muros”. No dia 26 de agosto será promovida nova edição do Canta Teixeiras, ao vivo, na Praça Arthur Bernardes, na região central da cidade.
Uma pesquisa ouvindo 200 alunos e 20 professores, realizada em maio, com objetivo “mensurar o impacto do jornal na comunidade escolar”, segundo a diretora, indicou que 99% dos entrevistados conheciam o jornal, 98% apostavam em sua contribuição para o fortalecimento da gestão democrática, 56% acessaram jornal virtual e 99% aprovavam o uso da mídia de forma positiva.