A Escola Estadual João Rodrigues da Silva, localizada no município de Prudente de Morais, é a recordista de trabalhos selecionados para a 18ª UFMG Jovem, que acontece até 22 de julho, no Campus Pampulha da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). Dos 42 projetos escolhidos para a edição 2017 – entre instituições estaduais, municipais, privadas, técnicas e federais –, a escola, que participa do evento pela terceira vez, vai mostrar aos visitantes 9 trabalhos, sendo 5 desenvolvidos por estudantes do Ensino Fundamental, 3 do Médio e 1 na categoria “convidado”. “É a valorização e o reconhecimento do empenho dos alunos, mas, também, é o resultado da nossa proposta pedagógica, que possui ações específicas e voltadas à pesquisa”, comenta o vice-diretor, Eduardo Geraldo Teixeira Neves.

Presença garantida em diversas feiras científicas, dentro e fora de Minas Gerais e do Brasil, a Escola Estadual João Rodrigues da Silva investe e mantêm, na grade curricular, atividades que estimulam nos estudantes o prazer pela pesquisa. “Desenvolvemos, anualmente, a Mostra de Pesquisa Científica (MOPEC). A ideia é que seja investigativa e inventiva, ou seja, os alunos identificam um problema na comunidade e, amparados na metodologia científica, buscam uma solução. A partir de estudos e reflexões, eles devem apresentar, ao final, um produto e um artigo científico”, explica Eduardo.

O diretor destaca a importância de os jovens participarem da UFMG Jovem. “O evento é um espelho para nossos alunos, que estarão em contato com especialistas, universitários, profissionais de diferentes áreas, lugares e instituições. Além de propiciar a troca de conhecimento e reforçar a aprendizagem, a feira desperta neles o interesse pela vida acadêmica”, disse.

Premiada em diferentes categorias na última edição do evento, a Escola Estadual João Rodrigues da Silva leva para a Universidade de Minas Gerais projetos de diversas áreas de conhecimento, entre eles, “A Química da Paixão”, que explica, cientificamente, as reações que ocorrem no corpo humano quando o indivíduo está amando. “A iniciativa surge da curiosidade dos alunos e é fruto de várias reuniões periódicas, muita pesquisa e discussão sobre o tema”, conta o professor de Química, Pedro de Sousa Rosa, acrescentando que o trabalho – já divulgado na MOPEC e idealizado por estudantes do 9º ano do Ensino Fundamental – estimula o raciocínio lógico, o pensar e a formação cidadã nos jovens.

Clauderson Souza Oliveira, 14 anos, está ansioso para contar aos visitantes as interações provocadas pelo sentimento. “Vamos mostrar como os hormônios são produzidos,  o que é o amor verdadeiro e como ele surge, além de falar sobre dez artifícios que podem melhorar os relacionamentos hoje em dia”, relata o aluno.

Entre os projetos realizados por estudantes do Ensino Médio está “O uso da Brassica oleracea como proposta alternativa de combate ao tabagismo”, que busca aproveitar substâncias da couve para ajudar fumantes a largarem o vício que, segundo estudo do Instituto Nacional do Câncer (Inca), provocou a morte de mais de 250 mil brasileiros em 2015. “O vegetal possui substâncias que contribuem para a desintoxicação do organismo, então, criamos uma bala proporcionando ao consumidor uma inibição à nicotina na corrente sanguínea, além de redução da ansiedade ao consumo do tabaco”, explica o vice-diretor, professor de Geografia e orientador do trabalho, Eduardo Geraldo Teixeira Neves.

Em 2016, o professor conquistou o 2º lugar, na categoria Ensino Médio, com o trabalho “Uso da Eugenia dysenterica na Produção de iogurte e Farinha como Solução de Problemas Intestinais: Uma exploração extrativista como garantia de segurança alimentar no bioma Cerrado”. “Este ano, a expectativa é de garantirmos as melhores posições em todas as categorias que concorremos”, comenta Eduardo Geraldo Teixeira Neves. A instituição também levou, na última edição, prêmio de escola destaque no Ensino Médio com 8 projetos e professor destaque para Patrícia Mara Silva Gonçalves; em 2015, com o trabalho “Faraday ao Dínamo: Dispositivo de segurança nas bicicletas”, garantiu credenciamento para participar da Ciência Jovem e da Feira Brasileira de Ciências e Engenharia (Febrace). “Já temos duas propostas selecionadas para Feira Mineira de Ciências (Femic) e uma para o Encuentro Internacional  Ondas  Yo  Amo  La  Ciencia, que ocorre em setembro, em Bogotá, na Colômbia”, conclui Eduardo.

Com o tema Transformações e Maioridade’, a 18ª UFMG Jovem é organizada pela Diretoria de Divulgação Científica (DDC), vinculada à Pró-reitoria de Extensão da UFMG. Integrando a SBPC Jovem, a feira, que é aberta ao público, ocorre simultaneamente à 69ª Reunião da Sociedade Brasileira para o Progresso da Ciência (SBPC), maior evento científico da América Latina. A programação completa pode ser conferida no https://www.ufmg.br/sbpcnaufmg/.

 

 

Por William Campos Viegas (ACS/SEEMG)