Durante a produção do curta, que é fruto de projeto da Educação Integral, os estudantes aprenderam técnicas de edição e chroma key

Estudantes dos anos iniciais do Ensino Fundamental da Escola Estadual São Pedro e São Paulo, localizada no bairro Piratininga, em Belo Horizonte, apresentaram o filme “Dinossaurena e as paredes mágicas” na 12ª edição da Mostra de Cinema de Ouro Preto (CineOP). “A iniciativa é uma demanda da Secretaria Estadual de Educação (SEE), que propõe a introdução do mundo da arte e da animação no universo escolar”, explica Darlene Lima, coordenador das ações de Educação Integral na instituição. A mostra foi realizada entre os dias 21 e 26 de junho e o filme exibido no dia 23 do mesmo mês.

Fruto do projeto “Cineclube: Cinema na Escola”, o curta, dirigido pelo professor Amauri Freitas, apropria-se da ludicidade para levar aos alunos técnicas diversas de cinema. “Eles aprenderam sobre métodos de edição e, também, chroma key, que permitiu criarem seres imaginários (dinossauros) para a história”, afirma Darlene. “No filme, os estudantes são perseguidos dentro da escola pelos animais e conseguem fugir acessando paredes mágicas. Ao final, eles descobrem que os dinossauros apenas queriam dançar”, conta o diretor, Amauri Freitas, que representou a instituição de ensino na 12ª CineOP.

Fruto do projeto “Cineclube: Cinema na Escola”, o filme apropria-se da ludicidade para levar aos alunos técnicas diversas de cinema. Foto: Divulgação

Segundo o coordenador da Educação Integral, as oficinas atraem e estimulam os educandos da Escola Estadual São Pedro e São Paulo. “O aluno da educação integral passa um bom período na escola, então, buscamos desenvolver experiências criativas para tornar a aprendizagem prazerosa e o processo pedagógico mais dinâmico”, ressalta.

Reunindo toda a comunidade escolar – professores, alunos, diretoria e demais funcionários – o projeto Cineclube já prepara mais dois documentários. “Os estudantes estão desenvolvendo um curta sobre educação no trânsito e outro sobre conservação das águas”, diz Darlene. Para o filme sobre a temática da água, os participantes já criaram o roteiro e todo o cenário está sendo montando utilizando-se massinhas de modelar. “A culminância dessa ação será em setembro e, assim que estiver finalizado, enviaremos o trabalho para um evento da Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (UNESCO) que abordará a conservação das águas”, completa o coordenador.

O documentário “Dinossaurena e as paredes mágicas” está disponível no Vimeo, YouTube e pode ser conferido aqui:

 

CineOP

Um dos festivais de cinema mais tradicionais do Brasil, a 12ª edição da Mostra de Cinema de Ouro Preto (CineOP) busca promover o diálogo e a reflexão entre o audiovisual e a educação. Durante os seis dias de programação, a mostra, totalmente gratuita, contou com a participação de mais de 250 convidados, entre profissionais do audiovisual, pesquisadores, críticos, acadêmicos, preservadores e jornalistas e de mais de 15 mil pessoas, que presenciaram as sessões de cinema, debates, oficinas, cortejo da arte, exposição, performance audiovisual, lançamento de livros e shows.

Norteada pelo tema “Quem conta a história do cinema brasileiro?”, a CineOP exibiu 76 filmes (13 longas, 4 médias e 59 curtas) vindos de 11 estados brasileiros e, também, de Cuba, divididos nas seguintes mostras: Histórica, Preservação, Contemporânea, Educação, Mostrinha e Cine-Escola.

No Cine-Expressão, programa socioeducacional cultural que une as linguagens educação e cultura, foram realizadas 9 sessões cine-escola e cine-debates, com 13 curtas e um longa, para crianças a partir de 5 anos e jovens a partir de 14. Com foco na formação do cidadão a partir da utilização do audiovisual no processo pedagógico interdisciplinar, o Cine-Expressão contou com a participação de mais de 3 mil alunos e educadores, de 20 escolas da rede pública de ensino.

Por William Campos Viegas (ACS/SEEMG)