Curso de línguas Maxakali e Patxôhã reuniu professores de escolas indígenas na Aldeia Verde, em Ladainha

Durante cinco dias, entre 26 e 30 de maio, professores de aldeias indígenas Pataxó e Maxakali dos estados de Minas Gerais e da Bahia, participaram do curso de língua Maxakali e Patxôhã, na Aldeia Verde, em Ladainha, estado da Bahia. O curso tem o propósito de fortalecer o trabalho de retomada da língua Patxhôxã, desenvolvida pelos Pataxó, uma contribuição para valorização cultural, linguística e formação de professores e pesquisadores desses povos, através de intercâmbio com Maxakali.

Quatro professores de escolas indígenas do distrito de Felicina, em Açucena, participaram das atividades. Foto: Divulgação

Quatro professores de escolas indígenas do distrito de Felicina, em Açucena, participaram das atividades. O curso tratou de conteúdos como fonologia da língua Maxakali e sua ortografia, morfologia e morfossintaxe da língua Maxakali, estudo do Patxôhã, morfossintaxe e dados históricos da língua Maxakali e Pataxó, e atividades de avaliação. Foram discutidos e apresentados temas como arte, história e língua maxakali-pataxó; educação pública intercultural e integral no sul da Bahia. O encontro foi realizado pela Universidade Federal Sul da Bahia (URFSB) e Ministério da Educação (MEC).

O curso tem o propósito de fortalecer o trabalho de retomada da língua Patxhôxã, desenvolvida pelos Pataxó, através de intercâmbio com Maxakali. Foto: Divulgação

Para o professor Awoy Pataxó, o encontro serviu para socializar trabalho de estudo e análise da língua pataxó. “Foi importante para tirar dúvidas, trocar saberes e conhecimento, nos fortalecendo culturalmente”, relatou. Para Natália Pataxó, o curso tem importância relevante para resgate da língua pataxó e sua história, e socializar conhecimentos dos professores que estão engajados no fortalecimento da cultura. “Quando se trata de educação escolar indígena, a cultura é a base. Houve o encontro de pajés que têm o conhecimento da medicina e da história de todo o povo. Os anciões são nossos livros.”, concluiu.

Por Elian Oliveira (ACS/SEE-MG)