Órgãos e secretarias estaduais se reuniram no DEER para planejar campanha com maior eficiência
Representantes das secretarias de estado da Saúde, Educação, Segurança Pública, Transportes e Obras e da Secretaria Municipal de Saúde de Belo Horizonte, promoveram nesta quarta-feira (10/05), no auditório do Departamento Estadual de Estradas e Edificações Rodoviárias (DEER), a abertura do Seminário Estadual Vida no Trânsito. O encontro, que acontece no “Mês Amarelo” (maio), em alerta ao grande número de vítimas e acidentes do trânsito, teve como objetivo a integração de informações que possam nortear o planejamento de campanhas eficientes para redução desses índices.
Durante dois dias serão realizadas palestras, reuniões e mesas redondas com conteúdos sobre campanhas e programas desenvolvidos em todo o estado e na capital. Segundo o diretor do DEER, Djaniro da Silva, “acidentes causam vítimas entre pedestres, ciclistas, skatistas e todos os que usam as vias públicas e se deslocam de alguma maneira e cada órgão estará dispondo de seus saberes e práticas com um mesmo objetivo”.
Representando a secretária de Educação Macaé Evaristo, Silvana Célia Campos, coordenadora do programa de Saúde na Escola, reafirmou o compromisso da Secretaria de participação “dessa pauta, na perspectiva de construir um trânsito mais humanizado. A educação tem papel preponderante nessa caminhada”.
Em novembro de 2016 a coordenação das Ações de Educação Integral da Secretaria de Estado de Educação (SEE), em parceria com a Fundação Helena Antipoff e o DEER-MG, promoveu curso de formação em educação no trânsito. Cerca de 80 educadores das cinco escolas que compõem o polo de Educação Integral em Ibirité - as escolas estaduais Sandoval Soares de Azevedo, Yolanda Martins, dos Palmares, Gyslane de Freitas Araújo e Antônio Pinheiro Diniz – participaram da iniciativa. Outras capacitações estão previstas ao longo desse ano.
“Algumas questões pertinentes ao trânsito podem ser desconhecidas e algumas técnicas podem passar despercebidas. Caberá ao professor construir a melhor forma e um programa a ser levado à sua escola, considerando as especificidades de cada uma. O importante é que ele esteja capacitado a identificar o que é mais interessante para seu aluno e quais os focos de perigo que ele enfrenta no ir e vir de seu dia a dia”, comenta Roseli Fantioni, coordenadora de Educação para o Trânsito do DEER-MG.
O subsecretário de Vigilância e Proteção à Saúde da SES, Rodrigo do Carmo Said, lembrou que o Ministério da Saúde definiu a criação do Comitê Intersetorial Nacional e nos Estados para prevenção às lesões e mortes no trânsito, e que a mobilização em Minas foi retomada a partir de 2016. “Estamos aqui com expectativas positivas no sentido de qualificar e reunir informações que integrem o sistema gerando dados fidedignos sobre a temática e para que possamos desenvolver ações e práticas regulatórias que promovam a segurança no trânsito de nossas cidades”.
OMS
Segundo a Organização Mundial da Saúde, dentre as causas externas, os acidentes de transporte terrestre (ATT) são a principal causa de óbito. Em Minas Gerais, dados do Boletim de Vigilância de Doenças e Agravos Não Transmissíveis, no período de 2010 a outubro de 2016, indicam que os homens apresentaram maior percentual de óbito por acidentes de transporte terrestre com 81% e as mulheres com 18,8% dos óbitos.
A coordenadora de Vigilância de Doenças e Agravos Não Transmissíveis da Secretaria de Estado de Saúde de Minas Gerais, Janaína Passos de Paula, explica que “a população se beneficia muito das ações de prevenção aos acidentes de trânsito, à medida que se reduzem as admissões hospitalares e a gravidade dos traumas. De acordo com a Organização Mundial da Saúde, o setor também ganharia se, com a garantia de condições mais seguras para pedestres e ciclistas, mais pessoas adotassem o hábito saudável de caminhar ou andar de bicicleta, mas sem temer pela própria vida”, comenta.
Projeto Vida no Trânsito (PVT)
Em 2010, a Organização das Nações Unidas declarou o período de 2011 a 2020 como a Década de Segurança Viária, para estimular os países membros a estabilizar ou reduzir as mortes decorrentes de acidentes de trânsito, por meio do desenvolvimento de planos de ação sobre a morbimortalidade por esses agravos.
Em resposta da ONU para a Década de Ações pela Segurança no Trânsito, foi criado no Brasil o Projeto Vida no Trânsito (PVT). Coordenado pelo Ministério da Saúde, em parceria com a Organização Pan Americana da Saúde (Opas), o projeto é voltado para vigilância e prevenção de lesões e mortes no trânsito e promoção da saúde.
Em Minas Gerais, a gestão do Projeto Vida no Trânsito é da Secretaria de Estado de Saúde (SES), por meio da Coordenação de Vigilância de Doenças e Agravos Não Transmissíveis (CVDANT). Em 2016, foi formado o Comitê Intersetorial Estadual do Projeto Vida no Trânsito, que desempenha papel consultivo e deliberativo sobre as ações do Projeto Vida no Trânsito no estado, além de ser um meio articulador das atividades de cada instituição envolvida sobre as temáticas: trânsito e transporte.