Semana da Saúde reuniu trabalhos interdisciplinares em todos os macrocampos do Ensino Fundamental I e II

Uma ampla mobilização agitou a Semana da Saúde na Escola, realizada em abril, na Escola Estadual Orôncio Murgel Dutra, na Vila São Tomás, região norte de Belo Horizonte. O tema desse ano, indicado pelos ministérios da Saúde e Educação - o combate ao mosquito Aedes aegypti - incentivou a produção de trabalhos interdisciplinares a partir da discussão sobre a influência humana no meio ambiente e suas consequências.

Estudantes Escola Estadual Orôncio Murgel Dutra, de Belo Horizonte, participam da  Semana da Saúde na Escola. Foto: Arquivo da escola.

A escola possui 420 alunos em sua totalidade. A educação integral da escola, que atende a 165 alunos nas modalidades de Ensino Fundamental I e II, trabalhou de forma interdisciplinar todos os macrocampos ofertados. Os trabalhos desenvolvidos nas oficinas de acompanhamento pedagógico (orientação de estudos e leitura) tiveram na base os princípios da escrita, oralidade, desenhos e formas geométricas, tipos e gêneros textuais e cálculos.

A professora de Língua Portuguesa, Jussane Silva, organizou uma gincana com o tema “Todos contra o Aedes”, com perguntas e respostas elaboradas a partir de atividades prévias com os alunos, nos moldes de cruzadinhas e caça-palavras, que introduziam conceitos trabalhados na Semana da Saúde. A competição consistia em perguntas feitas pela professora que foram respondidas de forma escrita e depois soletrada. A outra etapa foi revisão para cada uma das respostas de forma a verificar conceitos que os alunos não entenderam ou apresentaram dificuldades de memorização.

Na sala de informática, sob a coordenação da educadora Maria Angélica Guimarães, os alunos fizeram pesquisas de imagens com características do mosquito Aedes aegypti , comparando com as de outros mosquitos. Posteriormente, houve oficinas de reprodução, em forma de desenhos, das imagens vistas no computador. A professora utilizou documentários em vídeo com explicações sobre o mosquito e as doenças transmitidas.

Alunos pesquisam imagens com características do mosquito Aedes aegypti , comparando com as de outros mosquitos. Foto: Arquivo da escola.

Um repelente natural, feito com ingredientes naturais como cravo da índia, óleo mineral e álcool de cereais e a receita distribuída entre alunos, pais, comunidade e professores, foi a proposta da professora Maria Filha, do Ensino Fundamental I. Na ocasião, foram trabalhadas medidas dos conteúdos e proporção de mistura de ingredientes.

Versos e rimas foram utilizados pela professora de Língua Portuguesa do Ensino Fundamental II, Raquel Vieira para trabalhar gêneros textuais, linguagem popular e norma culta padrão da língua, através da criação de uma letra de ‘Funk educativo’, elaborada pelos alunos: “Malandramente”, apresentada via “coreografia temática a todos os alunos e professores da escola, cantada e dançada pelos próprios criadores”. A professora Daíza Nunes, de Esportes e Lazer, utilizou a coreografia para trabalhar estilos modernos de dança, ritmos e cultura da comunidade, durante a oficina de “Língua Portuguesa em forma de versos e rima”.

Sérgio Roscoe, professor de Educação Patrimonial, proferiu palestras à comunidade escolar sobre formas alternativas de combate ao mosquito, através do cultivo de plantas repelentes como Citronela, Lavanda, Majericão, Melissa, Moringa Oleífera. Ele tratou também das plantas que atraem o mosquito, como a Crotalária Juncácea. Os alunos receberam informações de como cultivá-las.

Foto: Arquivo escola

O Coral Infantil do Ensino Fundamental, formado por 70 crianças dos anos iniciais, apresentou uma versão da música folclórica “Peixe Vivo”, sob a temática do combate ao mosquito.

Segundo o coordenador da Educação Integral na escola, Rhudso Hendreck, foi uma grande mobilização tanto da escola como na comunidade. “Fizemos uma ronda patrimonial para identificar possíveis focos criatórios e articulamos junto ao posto de saúde para que profissionais da área se envolvessem na ação. A resposta foi bastante positiva”.

Para a coordenadora do Saúde na Escola, da SEE, Silvana Campos, a ação foi muito rica. “Eles trabalharam de forma transversal e interdisciplinar o tema proposto. Todos se envolveram e abordaram questões relativas ao combate ao mosquito, às doenças adquiridas e foram além, como é a recuperação da doença através de uma alimentação saudável”.

Alimentação saudável

A “Alimentação saudável na enfermidade” foi o trabalho proposto pelo professor Luiz Marcelo, que ofereceu a oficina, em forma de pirâmide alimentar e os alimentos que auxiliam na prevenção e recuperação de doenças como a dengue, zica e chicungunya, contando com a parceria dos profissionais do posto de saúde da comunidade São Tomás. A oficina culminou com uma corrida contra o mosquito e, após a atividade física, os alunos receberam frutas e legumes utilizados durante a oficina.

Os alunos do ensino fundamental anos finais junto com o professor Rhudson Abreu organizaram gincana e brincadeiras, em forma de jogos e esportes variados, apresentando questões relacionadas aos locais que serve como criadouro do mosquito. Como identificar o inseto e seus sintomas. Eles assistiram a palestras feitas por profissionais do posto de saúde.