Na Assembleia Legislativa, Macaé Evaristo defendeu a escola como espaço de discussão sobre gênero e machismo
A secretária de Educação, Macaé Evaristo, participou na quinta-feira (30/03) da mesa de abertura do Ciclo de Debates Pela Vida das Mulheres, evento promovido pela Assembleia Legislativa de Minas Gerais em comemoração ao Dia Internacional da Mulher, em 8 de março.
Na ocasião, Macaé falou da trajetória de privação da mulher ao direito à educação e defendeu a tomada de posição em todos os âmbitos da sociedade como forma de combater o machismo. Segundo a secretária, a violência e o machismo “se perpetuam em função do silêncio, quando as pessoas não trazem à luz essa discussão”.

A secretária destacou o papel da escola na formação de um conceito social em que homens e mulheres, independente de suas orientações sexuais, possam conviver de forma igualitária, respeitando as diferenças.
Para Macaé, todo tipo de comportamento da sociedade é reproduzido no ambiente escolar, portanto, é preciso conscientizar, desde a infância, sobre os papeis de cada um. “É preciso garantir espaço para o avanço igualitário entre homens e mulheres. Somos diferentes, mas não desiguais”.
Durante sua fala, a secretária denunciou o retrocesso em curso no país no que se refere a direitos humanos, citando a PEC 55/16 que tramita no Senado, “que congela investimentos em educação nos próximos 20 anos, as reformas da previdência e trabalhistas são políticas de extermínio das mulheres”.
Discussão
Após a solenidade de abertura aconteceram painéis de discussão. A superintendente de Modalidades e Temáticas Especiais de Ensino da SEE, Iara Pires Viana, e a presidente do Sindicato dos Professores de Minas Gerais (Sinpro), Valéria Morato, falaram sobre a importância das discussões de gênero e de enfrentamento à cultura do machismo na educação, além do respeito às diversidades e garantias de direitos.

Iara Viana discorreu em sua fala sobre os mitos sobre violência doméstica. “A mulher é criada para achar que deve servir ao marido e por isso muitas vezes é levada a assumir a culpa pela violência sofrida”. Iara destacou que “40% de todos os homicídios de mulheres no mundo são cometidos por um parceiro íntimo”.
A superintendente anunciou o lançamento, em maio, do Núcleo de Pesquisa e Estudos Africanos, Afro-Brasileiros e da Diáspora (Nupeaas), para combater o alto índice de evasão de alunos negros e negras, em idades próximas aos 14 anos.