Foram três dias de reflexões, planejamento e apresentação de ações para a rede estadual de Educação
Foi encerrado nesta a quinta-feira (23/03) o Encontro Gerencial com os Diretores e Assessores Pedagógicos das 47 Superintendências Regionais de Ensino (SREs) da Secretaria de Estado de Educação, que aconteceu na Escola de Formação, em Belo Horizonte. Durantes os dias 21, 22 e 23, foram realizadas oficinas e reuniões, nas quais foram apresentadas, dentre outros pontos, o Programa Convivência Democrática nas Escolas e novas ferramentas para auxiliar o planejamento escolar.
Na manhã desta quinta-feira, o secretário-adjunto de Educação, Wieland Silberschneider, apresentou o planejamento estratégico para o ano e as principais ações a serem implementadas. “Nosso foco é a educação integral e integrada no Estado, para nossas crianças e adolescentes, e estamos trazendo aqui o acúmulo do que já foi construído até hoje desde 2015. A partir dos eixos presentes nos itinerários avaliativos – direito à aprendizagem, gestão democrática e participativa, valorização do trabalhador e do trabalho coletivo, relação da escola com a comunidade e protagonismo estudantil -, vamos pactuar ações e potencializar outras, constituindo entregas, isto é, o legado que queremos deixar para a sociedade na área da Educação”.

O Encontro também permitiu a troca de experiências entre as superintendências e o alinhamento das ações. De acordo com a Subsecretária de Desenvolvimento da Educação Básica, Augusta Mendonça, “a intenção é que as SREs tragam nos encontros bimestrais suas experiências e a forma de condução das ações num contexto de dificuldades financeiras e de equipes reduzidas”.
“Hoje (quinta-feira) nos reunimos também com os assessores pedagógicos com o objetivo de refletir sobre a organização do trabalho na equipe pedagógica da Regional e os princípios que têm norteado esses trabalhos”, explicou Mara Cristina Rodrigues Santos, Subsecretária de Informações e Tecnologias Educacionais da SEE.
Convivência Democrática
No primeiro dia do encontro, a coordenadora de Educação em Direitos Humanos e Cidadania, da SEE, Kessiane Goulart, apresentou o Programa Convivência Democrática, baseado em três eixos: a formação dos profissionais da Educação, a Gestão Democrática e Participativa e ações Educativas, dentre elas sugestões de elaboração, por cada escola, de um plano com os princípios que regerão uma convivência mais respeitosa às diversidades nas escolas.
Os professores Walter Udi, da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e Luciano Campos Silva, da Universidade Federal de Ouro Preto (UFOP), trabalharam conceitualmente os temas “violência” e “disciplina”, dois conceitos que se confundem no interior da escola. Eles abordaram a necessidade de construção de redes de proteção social em cada território, como forma de fortalecer a escola, compreendendo que a violência trás, para o ambiente escolar, elementos presentes no cotidiano dos estudantes e situações por eles vividas fora da escola.
Em outro momento, foi apresentado aos superintendentes e assessores pedagógicos o sistema online de registro de situações de violência no interior da escola, “que tem a intenção de prover a SEE com dados sobre as situações de violência que ocorrem nas escolas, para pensar ações que tragam resultados mais efetivos”, como explicou a Subsecretária de Desenvolvimento da Educação Básica, Augusta Mendonça.
Itinerários
No segundo dia do encontro, foram debatidos o direito a aprendizagem e os itinerários avaliativos que estão em curso, uma proposta para a escola pensar seus processos de avaliação interna em diálogo com a avaliação externa.
De acordo com Augusta Mendonça, o propósito é que “cada escola elabore, com base nas análises dos resultados sobre os estudantes e do contexto onde ela está localizada, um plano de ação garantindo a melhoria da qualidade do atendimento”.
O primeiro foco, segundo Augusta, são os estudantes com maior dificuldade na sua trajetória escolar. Foram tratados assuntos relacionados ao programa de elevação da escolaridade, que hoje atende a 20 mil estudantes nas 47 SREs. E também o projeto de acompanhamento pedagógico diferenciado, voltado a estudantes com mais dificuldades no processo de leitura, escrita e matemática, no Ensino Fundamental.
A novidade, segundo a subsecretária, ficou por conta do eixo da iniciação científica, com apresentação do laboratório vivo, desenvolvido por equipes da Escola de Formação. A proposta parte de experiências que os professores já desenvolvem em suas escolas para que se possam produzir algumas referências para as aulas de ciências, a partir de objetos e situações do cotidiano que expliquem conceitos da física, química e biologia.