Evento foi realizado na última semana, em Belo Horizonte

A Secretária de Estado de Educação, Macaé Evaristo, marcou presença no encerramento da VIII Conferência Estadual de Educação do Sindicato Único dos Trabalhadores em Educação de Minas Gerais (Sind-UTE/MG), realizado entre os dias 30 de novembro, 01 e 02 de dezembro, na Serraria Souza Pinto, em Belo Horizonte.

O evento teve como homenageado o mestre Paulo Freire e abordou a temática “Educação e Resistência – Por uma educação libertadora”. Participaram da Conferência, estudantes e trabalhadores em educação e representantes de movimentos sociais.

Evento foi realizado entre os dias 30 de novembro, 01 e 02 de dezembro, na Serraria Souza Pinto, em Belo Horizonte. Foto: Reinaldo Soares ACS/SEE

 

Em seu discurso, a secretária Macaé Evaristo destacou a importância da Conferência. “Quero dizer da importância da realização dessa conferência nesse momento. A organização é a maior arma que nós temos para combater retrocessos no nosso país”.

A VIII Conferência Estadual de Educação do Sind-UTE terminou com a entrega da “Carta de Minas - Educação e Resistência” e de uma carta dos servidores das Superintendências Regionais de Ensino e do Órgão Central à secretária, Macaé Evaristo. “Ao receber essas reivindicações, gostaria de afirmar que nós temos muitos pontos de convergência nessa pauta. Quando penso a PEC 55 e a medida provisória do Ensino Médio sempre me vem à mente dois decretos do estado brasileiro do final do século 19. No auge do movimento abolicionista, o estado brasileiro primeiro fez um decreto que proibia qualquer escravizado de frequentar a escola e, uma vez aprovada a Lei do Ventre Livre, fez outro decreto que proibia negros libertos de frequentar a escola. E aqueles que podiam frequentar a escola só podiam fazer se tivessem mais de 14 anos, no horário noturno e se tivesse a aquiescência do professor”, pontuou ela. “Essas propostas e a PEC, que foi aprovada em primeiro turno no senado, é uma reedição de uma agenda da elite brasileira, que nunca se convenceu que as pessoas têm direito a ter direito, em especial as crianças negras, as crianças pobres e as crianças filhas dos trabalhadores rurais. É para destruir qualquer ideia de educação pública e nós não podemos admitir essa pauta”, concluiu Macaé.

A Conferência também marcou o lançamento do Comitê Mineiro em Defesa da Educação Pública.