Macaé Evaristo também conheceu os resultados do projeto,  realizado na Escola Estadual Celso Machado, no Barreiro
 
Uma orquestra de percussão formada por 15 músicos e 30 dançarinos, apresentando coreografia de congado, recebeu na manhã desta quarta-feira (30/11)  a secretária de estado de Educação, Macaé Evaristo, na Escola Estadual Celso Machado, no bairro Milionários, região do Barreiro. Além da recepção musical, a secretária deixou sua contribuição ao grupo da oficina de grafite, ao pintar uma flor num painel da escola. Ela participou também de uma roda de conversa com alunos da Educação Integral, que participaram da edição deste ano do “Jovens Urbanos”, um projeto realizado em parceria com a Fundação Cultural Itaú e com o Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ações Comunitárias (Cenpec). 
 
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Ao receber Macaé Evaristo, José Roberto dos Santos, diretor da Escola, explicou à secretária que o projeto tem duas vertentes. “Temos a escola de tempo integral e o Jovens Urbanos, uma parceria onde foi oferecido aos jovens vários cardápios de oficinas que eles próprios indicaram”.  Durante quatro semanas, eles tiveram atividades de grafite, percussão, dança, e fotografia lambe-lambe. A escola teve a preocupação de que os trabalhos resultantes do projeto se tornem acervo para as próximas gerações. Participaram 100 alunos das oficinas do Jovens Urbanos.
 
Luciana Santos, coordenadora da Educação Integral na escola, disse que o projeto foi um “sucesso, que extrapolou os muros da escola.” Segundo ela, os alunos conseguiram sair dos moldes tradicionais do ensino. “A parceria com o CENPEC deu movimento à escola e liberdade aos alunos, que partiram para outras formas de organização”. Da oficina de grafite, surgiu um grupo que passou a grafitar muros das comunidades vizinhas à escola. Na Escola Estadual Celso Machado, são atendidos 102 alunos na Educação integral, em 4 turmas. Segundo Luciana, o “Jovens urbanos tem tudo a ver com a Educação integral, faz a diferença. O aluno está sendo educado em outras modalidades, dançando, grafitando, fotografando, eles passaram a gostar mais da escola”, constata.
 
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Leonardo Lana de Almeida é professor de música na escola e ofereceu a oficina de percussão do Jovens Urbanos. Segundo ele, conhecer os espaços e a rotina escolar facilitou o desenvolvimento da proposta de oficina de percussão. 
A oficina proporcionou o estudo de ritmos africanos e como são aplicados hoje. Segundo Leonardo, a adesão foi pequena no princípio devido ao desconhecimento por parte dos alunos do que é percussão. “Precisei fazer apresentações em salas de aula para explicar o que era, do que se trata e como funciona”. À medida que a oficina foi acontecendo, os alunos foram se aproximando e os trabalhos foram encerrados com 30 alunos na banda e mais 15 na coreografia.
 
Roda de conversa
 
Após visita às oficinas, Macaé Evaristo participou de uma roda de conversa com alunos e professores, onde tratou de vários assuntos pertinentes à organização social e política de estudantes e da sociedade como um todo e à política nacional e regional, além de perspectivas do ensino e projetos para a educação, como os planos Nacional e Estadual de Educação e a PEC 55, do governo federal, que propõe congelamento por 20 anos de gastos públicos com áreas sociais. 
 
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Caio Cesar Moreira do Nascimento, do 1º ano Ensino Médio, participou das oficinas e viu “muito interesse por parte dos alunos. Foi uma grande oportunidade para os estudantes adquirirem novos e ampliar conhecimentos. A vinda de Macaé representa a abertura para discussão de nossas realidades”.
 
Mariana Almeida, do 1º ano, coordenadora da oficina de percussão, participou das oficinas de dança e grafite. “Percebemos a quantidade de gente com talento em nossa escola, muitos que nem sabiam. Para nós é uma honra receber a secretária Macaé. Ouvir da própria secretária uma visão diferenciada dos acontecimentos e das propostas para a Educação. Pudemos, na roda de conversa, discutir assuntos de interesse comum de igual para igual. Foi muito bacana”, concluiu. 
 
Em 2016, o projeto Jovens Urbanos possibilitou a realização de dezenas de oficinas de experimentação tecnológica em diversas áreas, como gastronomia, grafite, fotografia, paisagismo, organização urbana e expressão corporal. Cerca de 600 jovens foram atendidos. O objetivo do projeto é desenvolver, implementar e disseminar tecnologias de trabalho por meio de processos de formação de profissionais que atuam com o público jovem, amparados nos conceitos ampliação de repertório, inserção produtiva e participação na vida pública, além de contribuir para que esses jovens concluam o Ensino Médio e tenham acesso ao Ensino Superior.
 
Participaram dessa edição do projeto as escolas estaduais Santa Quitéria, de Esmeraldas; Romualdo José da Costa e Antônio Miguel Cerqueira Neto, de Ribeirão das Neves; Celso Machado, Engenheiro Prado Lopes, de Belo Horizonte; Geraldo Teixeira da Costa e Tancredo de Almeida Neves, em Santa Luzia; José Brandão, de Caeté e Joaquim Correa, de Juatuba. Os critérios de seleção dessas escolas levaram em conta o maior adensamento de matrículas no ensino médio, o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) e a localização em regiões com vulnerabilidade social. Elas foram indicadas pelas Superintendências Regionais Metropolitanas (SREs A, B e C). Já o conteúdo das oficinas foi escolhido durante rodas de conversa entre alunos e corpo docente.