Resultados da Edição 2016 do Projeto são avaliados pelas nove escolas atendidas

A secretária Macaé Evaristo esteve nesta quinta-feira (27/10) na Escola Estadual Pedro II, em Belo Horizonte, para participar do encerramento da edição 2016 do programa Jovens Urbanos, realizado em parceria com a Fundação Cultural Itaú e com o Centro de Estudos e Pesquisas em Educação, Cultura e Ações Comunitárias (Cenpec). Na escola, a secretária se reuniu com os diretores das nove escolas participantes da escola, além de representantes da SEE e das instituições parceiras. No encontro foram apresentadas avaliações sobre o projeto e propostas para uma educação integral mais inclusiva.

Durante o evento, foi apresentada uma avaliação sobre a percepção que os alunos têm de si mesmos e também a percepção que a escola tem dos alunos. Para Wagner Santos, coordenador do Núcleo de Estudos Sobre a Juventude, do Cenpec, o projeto superou expectativas. “Conseguimos desenvolver um trabalho de assessoria técnica para os professores e diretores, construindo conhecimento em conjunto. A partir desta experiência, vamos editar o livro ‘Itinerário da Educação Integral e Juventude em Minas Gerais’, reconhecendo a diversidade dos jovens e dos territórios.” Para ele, os resultados foram positivos. “Todo o processo teve uma finalização muito bacana e produtiva, tanto do ponto de vista da formação dos profissionais, quanto da formação dos jovens, o que demonstra uma vitalidade da SEE em realizar projetos”.

Já a secretária Macaé Evaristo acredita que, a partir da realização do projeto Jovens Urbanos em 2016, será possível ampliar a experiência para outras escolas. “Há elementos no projeto que podem ser incorporados na metodologia de outras escolas, como o plano participativo e a experiência de escuta, o incentivo à capacidade de produzir e intervir do jovem. O projeto abre perspectivas de continuidade. Sou otimista, acredito que as escolas podem ampliar e compartilhar esta experiência”.

O projeto
O projeto Jovens Urbanos possibilitou a realização de dezenas de oficinas de experimentação tecnológica em diversas áreas, como gastronomia, grafite, fotografia, paisagismo, organização urbana e expressão corporal. Cerca de 600 jovens foram atendidos. O objetivo do projeto é desenvolver, implementar e disseminar tecnologias de trabalho por meio de processos de formação de profissionais que atuam com o público jovem, amparados nos conceitos - ampliação de repertório, inserção produtiva e participação na vida pública - além de contribuir para que esses jovens concluam o Ensino Médio e tenham acesso ao Ensino Superior.

Participaram dessa edição do projeto as escolas estaduais Santa Quitéria, de Esmeraldas; Romualdo José da Costa e Antônio Miguel Cerqueira Neto, de Ribeirão das Neves; Celso Machado, Engenheiro Prado Lopes, de Belo Horizonte; Geraldo Teixeira da Costa e Tancredo de Almeida Neves, em Santa Luzia; José Brandão, de Caeté e Joaquim Correa, de Juatuba. Os critérios de seleção dessas escolas levaram em conta o maior adensamento de matrículas no ensino médio, o Índice de Desenvolvimento da Educação Básica (IDEB) e a localização em regiões com vulnerabilidade social. Elas foram indicadas pelas Superintendências Regionais Metropolitanas (SREs A,B e C). Já o conteúdo das oficinas foi escolhido durante rodas de conversa entre alunos e corpo docente.