Projeto “Elevação da Escolaridade Metodologia Telessala Minas Gerais” atende cerca de 12 mil estudantes de 15 Superintendências Regionais de Ensino

A Secretaria de Estado de Educação (SEE), considerando a necessidade de reduzir as desigualdades educacionais e garantir o direito de todos à aprendizagem, vem trabalhando no sentido de diminuir progressivamente as taxas de distorção idade/ano dos alunos da rede estadual de ensino. Para isso, foi implantado, este ano, o projeto “Elevação da Escolaridade Metodologia Telessala Minas Gerais”. A iniciativa atende cerca de 12 mil estudantes mineiros com dois anos ou mais de distorção idade/ano de escolaridade em escolas de Ensino Fundamental.

“O Estado tinha um programa de aceleração, mas que oferecia pouca diferença no trato com esses estudantes. O nosso objetivo é possibilitar que eles concluam o Ensino Fundamental, mas com uma metodologia adequada e mais específica para a juventude. Essa juventude para quem a abordagem tradicional da aula não funcionou”, pontua o superintendente de Desenvolvimento da Educação Infantil e Fundamental da SEE, Adelson França Júnior.

A iniciativa destina-se a estudantes maiores de 14 anos e menores de 18 anos que apresentem pelo menos dois anos de distorção idade/ano de escolaridade e estudos parciais nos anos finais do Ensino Fundamental. Também participam alunos do 6º ou 7º ano que completaram 15 anos de idade até 30 de junho de 2016. O aluno também deve saber ler e escrever.

Projeto oferece metodologia diferenciada de ensino  para jovens. Foto: Divulgação SEE

Diferenciada, a metodologia da Telessala, que é a desenvolvida no projeto, tem como foco a unidocência. “Esses alunos foram agrupados em uma turma específica e têm um professor que trata de todos os conteúdos. Acreditamos que na unidocência o vínculo com os estudantes é maior e permite uma proposta de trabalho mais interdisciplinar. O aprendizado ganha mais significado”, ressalta Adelson.

De acordo com o superintendente, o professor escolhido para atuar no projeto tem um perfil específico. “A formação inicial foi a generalista, por isso optamos por um profissional formado em pedagogia. A metodologia propõe a formação continuada desse profissional. Como o projeto já tem uma metodologia desenhada e material de didático próprio, o professor recebe a formação de como conduzir o dia a dia com os estudantes. Também contratamos alguns especialistas que são responsáveis por auxiliar o professor caso ele tenha dificuldade em algum conteúdo em particular”.

Os estudantes que participam da iniciativa este ano são das Superintendências Regionais de Ensino: Almenara, Araçuaí, Barbacena, Coronel Fabriciano, Divinópolis, Januária, Juiz de Fora, Governador Valadares, Montes Claros, Teófilo Otoni, Uberaba, Uberlândia e das Metropolitanas A, B e C.

O superintendente de Desenvolvimento da Educação Infantil e Fundamental, Adelson França Júnior, conta porque as regionais foram escolhidas. “Foram nessas Superintendências Regionais de Ensino que localizamos o maior número de estudantes com distorção idade/ ano. Em 2017, pretendemos ampliar para todas 47 regionais do Estado”.

Metodologia

O projeto é dividido em três módulos e cada um trabalha um eixo temático. No módulo I, os alunos estudam “O ser humano e sua expressão”, com foco nos componentes curriculares: Língua Portuguesa, Ciências e Educação Física. No módulo II, o eixo “O ser humano interagindo com o espaço” trabalha prioritariamente os componentes curriculares: Geografia, Matemática e Ensino Religioso. Já no módulo III é trabalhado eixo “O ser humano em ação e sua participação social” no qual são enfatizados os componentes curriculares: História, Língua Estrangeira Moderna Inglês e Arte.

A cada módulo, os componentes curriculares são abordados a partir de teleaulas que duram em média 15 minutos e são contextualizados seguindo atividades orais, escritas, de leitura e práticas, coletivas e individuais, adequadas às dúvidas surgidas em sala de aula