Alunos especiais participam de todas as atividades da escola, e educadores têm capacitação continuada

Na Escola Estadual Benedito Valadares, em Raul Soares (SRE Ponte Nova), os alunos especiais participam de todas as atividades pedagógicas e comemorativas da escola. O tema inclusão faz parte do cotidiano da escola, que trabalha o conteúdo em suas práticas pedagógicas junto aos demais alunos matriculados na instituição.

Das atividades da escola, participam todos os alunos. Foto: Arquivo da Escola

“A participação dos estudantes especiais não se dá de forma isolada, ou à parte, como, por exemplo, apresentação isolada das crianças especiais. Eles sempre participam juntamente com os colegas de sua sala, o que não evidencia ou enfatiza suas características ou dificuldades”, esclarece a diretora Tatiani Evangelina Gomes Sant’Ana.

A escola estimula seus professores a participarem de cursos de aperfeiçoamento e formação continuada, além de treinamento e qualificação profissional na área ligada à educação inclusiva, como explica a diretora. “O material utilizado em sala de aula é confeccionado de acordo com o Plano de Desenvolvimento Individual do Aluno do Sistema Educacional Especializado (PDI). Os professores reúnem-se e elaboram apostilas, de acordo com as habilidades e competências que a criança deve vencer, sem necessariamente observar o ano de escolaridade que aluno esteja matriculado”, explica Tatiani.

As ações respeitam as limitações de cada um. Foto: Arquivo da Escola

A Escola atende, ao todo, 414 alunos do Ensino Fundamental do 1º ao 9º ano, dos quais 37 alunos são especiais: 27 da própria Escola e 10 de outras instituições. A Escola oferece ainda quatro turmas de Educação Integral com 100 alunos e o Programa Escola Aberta, com 280 alunos inscritos.

Recursos

O trabalho com os alunos é desenvolvido no contra turno do ensino regular, com atendimento individualizado ou em pequenos grupos, no intuito de fomentar o desenvolvimento de recursos didáticos e pedagógicos que eliminem as barreiras no processo de ensino e aprendizagem do educando.

A Educação Integral abre portas para a inclusão. Foto: Arquivo da Escola

“O atendimento visa complementar ou suplementar a formação dos usuários no ensino regular. Utilizamos para tanto estratégias variadas como jogos, atividades lúdicas, recursos e orientação quanto acessibilidade, buscando sempre a melhor forma de atender o aluno em suas especificidades”, conta a diretora Tatiani.

A escola dispõe de uma sala de recursos funcionando nos dois turnos, com duas professoras, pós-graduadas em Educação Especial, capacitadas em áreas das deficiências dos alunos atendidos. A unidade possui ainda notebook, jogos pedagógicos, bandinha de música, mobiliário, lupas, acervo literário em Braille e materiais confeccionados pelos próprios professores da escola, que identificam a necessidade, pesquisam e produzem as peças.

O Guia de Orientação da Educação Especial, elaborado pela SEE, é o norteador de todo o trabalho. Ele orienta a operacionalização, bem como a fundamentação para o desenvolvimento de ações esclarece quanto a direitos e deveres.

PDI

“Outro instrumento fundamental na Educação Especial é o PDI. Ele nos possibilita caminharmos com direção, metas e papéis definidos. Sua construção é tão importante quanto sua aplicação, pois é um momento de reflexão, de conhecimento do aluno e de estabelecermos as ações que irão conduzir a aprendizagem”, explica a diretora.

O trabalho com os alunos é desenvolvido no contra turno do ensino regular, com atendimento individualizado ou em pequenos grupos. Foto: Arquivo da Escola

O PDI é elaborado no início do ano letivo, após o estudo do Guia Orientador, trabalho que envolve toda a comunidade escolar. Na ocasião, são lidos os diagnósticos de cada aluno, sua história de vida e suas necessidades. O PDI é construído em conjunto com todos os professores que atendem cada aluno e, cada um, em sua disciplina, define o que é importante no aprendizado, para elaborar o plano em conjunto com o regente. O plano é interdisciplinar.

O suporte, segundo a diretora, vem da equipe de apoio à Inclusão, da SER Ponte Nova, que auxilia na implementação da Política Nacional de Educação Especial na Perspectiva Inclusiva.